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SAÚDE
09/02/2026 09h09

Seis mortes suspeitas de pancreatite associadas ao uso de canetas emagrecedoras são investigadas

Anvisa recebeu 145 notificações de casos suspeitos ligados a medicamentos agonistas do GLP-1 entre 2020 e 2025

Foto: Freepik/Ilustrativa.

Seis mortes suspeitas e 145 casos suspeitos de pancreatite foram registrados no Brasil entre 2020 e 2025 e estão associados ao uso das chamadas “canetas emagrecedoras”. As notificações foram encaminhadas à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e constam no VigiMed, sistema oficial de monitoramento de eventos adversos do órgão.



Segundo a Anvisa, não é possível afirmar que os casos tenham relação comprovada com os medicamentos. A agência destaca ainda que, considerando dados analisados em pesquisas clínicas, o número de ocorrências pode chegar a 225 registros. De acordo com o painel, os casos teriam ocorrido em pacientes dos estados de São Paulo, Paraná, Bahia e no Distrito Federal.



As notificações envolvem diferentes medicamentos agonistas do GLP-1 — hormônio produzido no intestino após as refeições, responsável por regular a glicose, estimular a produção de insulina e promover a sensação de saciedade. Entre os princípios ativos citados estão semaglutida, tirzepatida, dulaglutida, liraglutida e lixisenatida.


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No painel do VigiMed, as ocorrências aparecem associadas a medicamentos comercializados com os nomes Ozempic, Mounjaro, Wegovy, Trulicity, Saxenda, Victoza, Rybelsus e Xultophy.



A Anvisa informou que as bulas desses medicamentos no Brasil já preveem a possibilidade de eventos adversos, incluindo pancreatite. Em abril de 2025, o órgão anunciou uma medida que passou a exigir a retenção da receita médica para a venda das canetas emagrecedoras no país.



Em nota, a fabricante Eli Lilly afirmou que a bula do medicamento Mounjaro (tirzepatida) alerta que a inflamação do pâncreas, conhecida como pancreatite aguda, é uma reação adversa incomum. A empresa orienta que pacientes conversem com seus médicos sobre os sintomas e interrompam o tratamento em caso de suspeita da doença, reforçando que a segurança do paciente é prioridade e que segue monitorando e avaliando informações relacionadas aos seus medicamentos.



 



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Fonte: Redação
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