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SAÚDE
26/02/2026 15h17
Por: Redação

UniSul amplia estudos sobre Cannabis medicinal e passa a pesquisar novas substâncias para TDAH, depressão e feridas crônicas

Laboratório de Tubarão vai investigar compostos menos conhecidos da planta, como CBG e THCV

Foto: Divulgação (Coord. LabNeC - Rafael Mariano de Bitencourt)

O Laboratório de Neurociência Comportamental (LabNeC), da Universidade do Sul de Santa Catarina (UniSul), em Tubarão, vai ampliar suas pesquisas com Cannabis medicinal a partir do primeiro semestre de 2026. Além do THC e do CBD, que já são estudados pelo grupo, os pesquisadores passarão a investigar outras substâncias da planta, como o CBG (canabigerol) e o THCV (tetrahidrocanabivarina).

Esses compostos ainda são pouco conhecidos do público e da própria literatura científica, mas vêm chamando a atenção por apresentarem efeitos diferentes no organismo. A nova etapa das pesquisas pretende avaliar o potencial dessas substâncias no tratamento de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), depressão e feridas crônicas em pessoas com diabetes.

Hoje, o laboratório já desenvolve estudos com THC e CBD, principalmente em casos de depressão. Segundo o coordenador do LabNeC, Rafael Mariano de Bitencourt, a ampliação das pesquisas acontece porque a ciência começa a entender melhor que a Cannabis possui diversos componentes com possíveis aplicações terapêuticas, e não apenas os dois mais conhecidos.


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Pesquisa ligada à prática

Um dos estudos sobre feridas crônicas será realizado na Paraíba, onde um enfermeiro vinculado ao programa de pós-graduação atua diretamente no atendimento de pacientes. A proposta é unir pesquisa científica com a realidade do sistema de saúde, levando o estudo para locais onde há maior demanda e vulnerabilidade social.

As pesquisas também contam com apoio de associações que fornecem os insumos utilizados nos testes.

Menos efeitos colaterais e tratamento individualizado

De acordo com os pesquisadores, uma das vantagens observadas no uso de fitocanabinoides é o perfil de segurança. Em muitos casos, essas substâncias apresentam menos efeitos colaterais do que medicamentos tradicionais usados para tratar depressão, TDAH ou dor crônica.

Outro ponto destacado é a possibilidade de um tratamento mais personalizado. O uso medicinal da Cannabis exige acompanhamento próximo e ajustes de dose conforme a resposta de cada paciente, o que favorece um cuidado mais individualizado.

Desafios e responsabilidade

Mesmo com o avanço das pesquisas, realizar estudos clínicos com Cannabis no Brasil ainda exige o cumprimento de regras rigorosas, como aprovação da Anvisa e dos Comitês de Ética em Pesquisa, além do controle e rastreabilidade dos produtos utilizados.

A expectativa é que os resultados contribuam para ampliar o conhecimento científico e fortalecer o debate sobre o uso medicinal da Cannabis no país, sempre com base em evidências e responsabilidade científica.



 



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Fonte: Redação
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