Canarinho enfrenta os três adversários com domínio no retrospecto, mas a zebra africana acende o alerta
Imagem Ilustrativa/IA
A Copa do Mundo de 2026 está a menos de três semanas de começar, e o Grupo C promete ser um dos mais movimentados da primeira fase. A Seleção Brasileira vai enfrentar Marrocos, Escócia e Haiti em três cidades diferentes dos Estados Unidos, com jogos marcados para 13, 19 e 24 de junho. Três adversários com perfis muito distintos, mas que juntos colocam o Brasil diante de desafios variados na busca pela liderança da chave. Sob o comando de Carlo Ancelotti, o retrospecto histórico contra os três rivais traz tanto conforto quanto alertas importantes para o torcedor verde e amarelo.
O adversário da estreia, no dia 13 de junho, em Nova Jersey, é exatamente o mais perigoso do grupo. O Brasil e o Marrocos se encontraram apenas três vezes em toda a história: vitórias brasileiras em 1997 (2-0) e na Copa do Mundo de 1998 (3-0, com gols de Ronaldo, Rivaldo e Bebeto), mas uma derrota recente que ainda dói. Em março de 2023, no primeiro jogo da Seleção após a eliminação no Qatar, o Marrocos venceu o Brasil por 2 a 1, a primeira vez na história que os africanos bateram uma campeã do mundo. O Marrocos que chega em 2026 vem embalado por sua melhor campanha histórica, o 4º lugar no Qatar, a melhor posição já alcançada por uma seleção africana em Copas do Mundo, e apresenta estrelas como o lateral Achraf Hakimi (PSG) e o meia-atacante Brahim Díaz (Real Madrid). O próprio técnico marroquino Mohamed Ouahbi deixou o recado em coletiva nesta semana: "Só porque estamos jogando contra o Brasil não significa que vamos passar o tempo todo defendendo. Quer que eu diga ao Ancelotti como vamos jogar? Acho que ele não vai dizer como vai jogar."

O segundo jogo da Seleção acontece no dia 19 de junho, na Filadélfia, contra a Escócia, e aqui o histórico é amplamente favorável ao Brasil. Em dez confrontos disputados ao longo da história, o Brasil venceu oito (80%), com dois empates e nenhuma derrota. Em Copas do Mundo, o retrospecto é ainda mais específico: quatro jogos, três vitórias brasileiras e um empate. O duelo mais memorável foi em 1982, quando o Brasil aplicou um contundente 4 a 1 na fase de grupos em Sevilha, na Espanha. A Escócia de 2026, treinada por Steve Clarke, é formada majoritariamente por atletas da Premier League, um time físico e competitivo que tende a jogar fechado contra adversários mais fortes. Os escoceses chegam à Copa pela primeira vez desde 1998, e seu estilo baseado em marcação intensa e bolas paradas exige atenção redobrada do Brasil.
O terceiro e último jogo da fase de grupos está marcado para 24 de junho, em Miami, contra o Haiti, e aqui o Brasil entra com o maior favoritismo do grupo. O retrospecto é perfeito: três jogos, três vitórias, sem nenhum empate ou derrota. O placar mais elástico foi o recente 7 a 1 pela Copa América de 2016, quando Philippe Coutinho fez um hat-trick. Os haitianos aparecem apenas na 83ª posição do ranking da FIFA, a segunda pior entre todas as seleções classificadas para a Copa. Esta será apenas a segunda vez que o Haiti disputa um Mundial, sendo a primeira em 1974, quando foi eliminado na fase de grupos. O confronto será inédito em Copas do Mundo, mas o histórico geral aponta para uma vitória tranquila da Canarinho.
Com o Grupo C praticamente na mão no papel, o Brasil sabe que a classificação é o mínimo esperado. Mas o alerta vem do momento do Marrocos, do ressurgimento da Escócia no cenário mundial e até da imprevisibilidade do Haiti, que chega ao torneio com a motivação de uma nação inteira pela segunda vez na história. O MetLife Stadium, em Nova Jersey, onde o Brasil estreia contra o Marrocos, é o mesmo estádio que vai sediar a grande final no dia 19 de julho, um detalhe que alimenta o romantismo antes mesmo de a bola rolar. O caminho começa difícil, mas a história joga a favor do verde e amarelo.
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