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SAÚDE
09/12/2020 10h34

Parceria entre FECAM E BUTANTAN para vacina Coronavac será assinada nesta 5ª feira em SP

A FECAM acredita que a aplicação da vacina Coronavac deva acontecer ainda no primeiro semestre de 2021

A Federação Catarinense de Municípios (FECAM) assinará o protocolo de intenções com o Instituto Butantan nesta quinta-feira (10/12), às 14 horas, em São Paulo. A parceria formaliza o interesse dos municípios catarinenses em adquirir a vacina Coronavac, do laboratório Sinovac, após a aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).


Equipe técnica da FECAM, prefeitos e prefeitas catarinenses estarão no ato que será realizado em São Paulo, com transmissão ao vivo (LINK deverá ser enviado posteriormente). A assinatura deverá ser formalizada entre as entidades, representada pelo presidente da FECAM e prefeito de Rodeio, Paulo Roberto Weiss e o diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas. Após a cerimônia, a comitiva irá conhecer o complexo de laboratórios do Instituto e, em seguida, visita ao Palácio dos Bandeirantes, à sala de ação e enfrentamento à COVID-19 no Estado de São Paulo. As negociações para a construção do protocolo foram intermediadas pelo secretário de Turismo do Estado de SP, o catarinense Vinicius Lummertz.


A FECAM é a primeira entidade municipalista do Brasil a assinar o protocolo de intenções com o Butantan. No dia 25 de novembro, equipe técnica da Federação esteve no Instituto para encaminhar e garantir que a assinatura acontecesse ainda este ano. “Em cenário de incerteza sobre o Plano Nacional de Imunização, em meados de novembro nós agilizamos e tratamos de sinalizar que os municípios desejam o acesso a vacina”, destacou o presidente da FECAM, Paulo Roberto Weiss.


O secretário de Turismo do Estado de São Paulo, Vinícius Lummertz, acompanhará o ato em SP. “Nós só temos a aplaudir a agilidade da FECAM para a obtenção da vacina por meio do Instituto Butantan, sem se deter, em momento algum, a questões que saiam do âmbito da ciência. Isto permitirá aos municípios uma opção a mais, com o intuito de salvar vidas e minimizar a letalidade da COVID-19”, destaca Lummertz, reforçando que o protagonismo da FECAM passa a ser vanguarda no movimento municipalista brasileiro, cuja prioridade é de atender às famílias catarinenses.

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Em conversa virtual com prefeitos na última sexta-feira (4/12), o médico e diretor do Instituto Butantan destacou a importância da iniciativa da FECAM. “Essa iniciativa dos municípios de SC é muito positiva e esperamos que ela seja copiada por outros municípios, outros Estados do Brasil. 



Isso significa se preparar para, de fato, fazer planos para a vacinação, quando ela estiver disponível”, ressaltou. A Coronavac está sendo desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan/SP. A vacina está em sua fase III de desenvolvimento no país, que é a última etapa de estudo antes da obtenção do registro sanitário e a disponibilização para a população.


A FECAM acredita que a aplicação da vacina Coronavac deva acontecer ainda no primeiro semestre de 2021. Para combater a pandemia, informou o diretor do Butantan, Dimas Covas, é preciso uma cobertura vacinal de 80 a 85% da população para a chamada imunidade de rebanho. “O ano de 2021 será de luta intensa contra o vírus. Um ano que seremos desafiados, continuaremos com as medidas que temos hoje com uso de máscara, distanciamento social e medidas higiênicas. Distribuir essa vacina e fazer isso em tempo curto é um grande desafio e muito importante”, destaca Covas.


Facilidades da Coronavac - Para o consultor em Saúde da FECAM, médico especialista em saúde pública, Jailson Lima, a iniciativa catarinense “é muito simples e lógica”. Segundo ele, trata-se de uma vacina que é possível armazenar em refrigeração comum, com o menor custo por dose e logo deverá ser aprovada no Brasil. Até a segunda quinzena de janeiro, informou o diretor do Butantan, serão 46 milhões de doses da vacina no Brasil, aguardando a liberação. Nesta semana, o governo de São Paulo anunciou que a partir de 25 de janeiro pretende vacinar a população.


De acordo com o consultor, a FECAM toma posição ao assinar este protocolo de intenções pois busca alternativa o mais breve possível sobre vacina, trata o tema com o respeito à ciência e por isso faz a interlocução entre o produtor de vacina que está mais próximo à aprovação e os municípios catarinenses. Jailson destaca que os municípios receberam recursos do governo para enfrentar à Covid-19 e deverão ser utilizados exclusivamente em ações que combatam o Coronavírus. “Comprar vacina é uma postura que significa imunizar e prevenir a doença, principalmente a prorrogação dela com sua letalidade no Brasil”, acrescenta. Não existe ainda acordo para volume de doses e início da imunização. O que se aguarda agora é a aprovação pela Anvisa para que se inicie a vacinação nos grupos prioritários e para que a fábrica no Brasil, no Butantan, produza atendendo as necessidades.


Prefeitos querem vacina - A FECAM busca, por meio do protocolo, deixar formalizado que os prefeitos catarinenses desejam ter acesso à vacina, considerando que é a única forma de combater a pandemia. “Questões ideológicas não devem ser consideradas para essa ação. Precisamos nos basear na ciência e é ela que permitirá retornarmos a vida normal, sem Covid-19, sem doentes e sem mortes”, enfatizou o presidente da FECAM, Paulo Weiss.


Custo da vacina - O custo da vacina é outro diferencial. As duas doses previstas para imunização, segundo a consultoria da FECAM, custam em média R$ 60 (R$ 30 cada dose). “De todas que se anunciam próximo a uma aprovação pela Anvisa, é a mais barata e mais fácil de logística e armazenamento”, acrescenta o consultor da FECAM, Jailson Lima.


Características da Coronavac - Segundo o diretor do Instituto Butantan, a vacina Coronavac poderá ser distribuída em todos os municípios brasileiros, independente das suas condições, sem complicações em relação a logística e conservação. A Coronavac é adaptada às condições brasileiras, pode ser transportada a temperatura de geladeira (de 2 a 8 graus), tem validade longa de três anos e pode ficar até 27 dias em temperatura ambiente (fora da geladeira) sem perder as suas características.


Grupos prioritários - Qualquer vacina hoje, mesmo que aprovada pela Anvisa, não deverá ser disponibilizada a toda a população. Caberá atender num primeiro momento grupos prioritários, de acordo com critérios a serem definidos em plano de imunização.

Fonte: Federação Catarinense de Municípios
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