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SAÚDE
07/08/2026 16h47
Por: Redação

Cirurgias plásticas de mama no SUS crescem mais de 50% em dez anos

Santa Catarina criou incentivo para ampliar oferta de procedimentos reparadores e reduzir fila de espera

Divulgação

O número de cirurgias plásticas mamárias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 54,3% no Brasil entre 2016 e 2025. Os procedimentos passaram de cerca de 9 mil, no início do período, para 14.213 no ano passado, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Rio de Janeiro (SBCP-RJ).



Ao longo dos dez anos analisados, foram aprovadas 90.648 cirurgias plásticas mamárias pelo SUS. São Paulo liderou o país, com 30.265 procedimentos, seguido por Minas Gerais, com 9.836, Rio de Janeiro, com 9.115, Rio Grande do Sul, com 6 mil, e Bahia, com 5.731.



A maior parte das intervenções teve finalidade reparadora. Das internações contabilizadas, 74.619, ou 82,3%, foram relacionadas à plástica mamária feminina não estética. O grupo engloba casos como deformidades congênitas, assimetrias importantes, hipertrofia mamária associada a dores e limitações físicas e sequelas provocadas por doenças ou tratamentos. Também foram registradas 12.600 internações para reconstrução após mastectomia com implante de prótese e outras 3.429 relacionadas à reconstrução pós-mastectomia total.



Na Região Sul, foram contabilizadas 9.098 internações no período. O Rio Grande do Sul respondeu sozinho por 6 mil delas. Embora o levantamento divulgado nesta sexta-feira (7) não detalhe, na publicação original, o total individual de Santa Catarina, o Estado mantém iniciativas específicas para ampliar esse tipo de atendimento.



Em fevereiro deste ano, a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina aprovou um incentivo financeiro para aumentar a oferta de cirurgias plásticas reparadoras não estéticas pelo SUS. A medida cita uma “elevada demanda reprimida” e inclui entre os procedimentos beneficiados a plástica mamária feminina não estética. O atendimento passou a ser organizado por uma fila única estadual, considerando o tempo de espera e a capacidade dos hospitais.


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O incentivo catarinense prevê um prêmio adicional de R$ 2.299,17 por cirurgia de plástica mamária feminina não estética, além dos valores já pagos pelo SUS e pela Tabela Catarinense. Hospitais que já realizam os procedimentos podem ampliar a produção, enquanto outras unidades também podem manifestar interesse em passar a oferecer o serviço durante 2026.



No cenário nacional, a pandemia provocou uma forte redução temporária nas cirurgias. Em 2020, foram feitas apenas 4.547 operações de mama pelo SUS, aproximadamente metade do volume registrado nos anos anteriores. Desde então, os procedimentos voltaram a crescer.



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Fonte: Redação via informações da Agência Brasil
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