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POLÍTICA
06/02/2026 19h00

Catarinense condenada pelos atos de 8 de janeiro é presa ao voltar dos Estados Unidos

Raquel de Souza Lopes, de Joinville, estava foragida há mais de um ano após romper tornozeleira eletrônica, ela foi detida pela Polícia Federal ao desembarcar em Confins

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A catarinense Raquel de Souza Lopes, de 51 anos, moradora de Joinville, no Norte de Santa Catarina, foi presa nesta semana pela Polícia Federal ao desembarcar no aeroporto de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, após ser deportada dos Estados Unidos. Condenada a 17 anos de prisão por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, ela estava foragida há mais de um ano depois de romper a tornozeleira eletrônica e fugir do país.



Raquel é a terceira foragida relacionada aos atos de 8 de Janeiro a ser deportada pelos Estados Unidos. Ela havia cruzado ilegalmente a fronteira norte-americana após ter o pedido de asilo político negado e permaneceu detida enquanto tentava reverter a decisão na Justiça do país.



A condenação ocorreu por crimes como tentativa de golpe de Estado, associação criminosa e dano ao patrimônio público. À época, ela cumpria prisão domiciliar em Joinville e ainda recorria da sentença quando, em março de 2024, rompeu a tornozeleira eletrônica e deixou o Brasil com um grupo de militantes bolsonaristas.



O primeiro destino foi a Argentina. Com o avanço das prisões de brasileiros foragidos no país vizinho, Raquel voltou a fugir meses depois. Registros da Interpol do Peru indicam que ela entrou no país pela fronteira de Santa Rosa, em novembro, seguindo depois para a Colômbia e o México, até cruzar ilegalmente a fronteira com o Texas, nos Estados Unidos, em janeiro de 2025.



A entrada irregular resultou na prisão pela Polícia de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE). Mesmo detida, ela tentou permanecer no país por meio de pedidos de asilo e recursos judiciais, todos negados pela Justiça norte-americana.


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A deportação ocorreu após duas negativas formais aos recursos apresentados pela defesa. Assim que chegou ao Brasil em voo com outros imigrantes deportados, Raquel foi detida imediatamente pela Polícia Federal. O procedimento prevê a transferência para uma penitenciária estadual próxima a Belo Horizonte, enquanto a defesa pode solicitar ao Supremo Tribunal Federal a remoção para um presídio mais próximo da família.



A família nega a participação de Raquel nos atos de vandalismo. De acordo com o filho, Acenil Francisco Júnior, ela estaria em Brasília apenas para se manifestar e não teria cometido crimes. Ele afirma que a mãe aproveitou a viagem de ônibus para conhecer a capital federal e critica a condenação imposta pela Justiça.



 



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Fonte: Redação
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