Deputada condiciona troca do PL ao alinhamento com o governador e ao projeto eleitoral para o Senado
Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados.
Após sinalizar disposição para trocar de partido, a deputada federal Caroline de Toni afirma que a mudança não representa alteração de projeto político. A parlamentar está decidida a deixar o PL e se filiar ao Novo para viabilizar a candidatura ao Senado nas eleições deste ano, mas condiciona a migração ao apoio à reeleição do governador Jorginho Mello (PL) e à pré-candidatura de Carlos Bolsonaro (PL) ao Senado.
Segundo interlocutores, Caroline de Toni defende que a troca seria apenas partidária, sem impacto na aliança construída no início do ano, quando Jorginho Mello anunciou a composição política com o prefeito de Joinville, Adriano Silva. A diferença, afirma, seria apenas o número na urna, mantendo os mesmos parceiros.
A deputada avalia que, em um partido menor, teria mais segurança quanto à confirmação de sua pré-candidatura ao Senado. Nos últimos dias, ela recebeu sondagens de dirigentes do PSD, do Podemos e também do próprio PL, mas entende que o Novo oferece maior previsibilidade dentro do projeto liderado por Jorginho Mello.
A direção nacional do Novo não descarta a possibilidade de Caroline de Toni concorrer de forma independente ao Senado, mesmo em um cenário em que Jorginho Mello seja apoiado por mais de um nome na disputa. A hipótese envolve a chamada candidatura avulsa, admitida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde 2017, desde que sejam cumpridas algumas condições.
Nesse modelo, não há coligação formal para o Senado, apenas para os cargos do Executivo. Assim, os partidos que integram a aliança ao governo ficam livres para lançar candidatos próprios à Casa. A estratégia já foi utilizada em 2022 pelo então candidato ao governo do Paraná, Ratinho Junior (PSD), que contou com o apoio de diferentes postulantes ao Senado, cada um concorrendo com a estrutura e o tempo de propaganda do próprio partido.
O principal desafio desse arranjo é o acordo entre todos os envolvidos, já que os candidatos precisam aceitar disputar sem divisão de tempo de televisão ou recursos de campanha, o que amplia a concorrência direta entre aliados.
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