Em entrevista ao Jornal Hora Hiper, Pedro Waltrick destacou os desafios da Reforma Tributária e os temas que serão debatidos em evento beneficente da OAB Tubarão nesta sexta-feira (26)
Foto: Divulgação/Hiper FM 93.9
A Reforma Tributária foi o tema central da entrevista concedida pelo advogado tributarista e ex-controlador-geral de Santa Catarina, Pedro Waltrick, ao Jornal Hora Hiper, da Hiper FM 93.9, nesta terça-feira (23). Durante a conversa com o apresentador Luiz Henrique Fogaça, o especialista destacou que a mudança no sistema tributário brasileiro é necessária, mas alertou para os desafios que empresas, gestores públicos e contribuintes enfrentarão nos próximos anos.
Segundo Waltrick, o período de transição da reforma será longo e complexo. Embora a implementação principal esteja prevista para ocorrer até 2033, os reflexos práticos poderão ser sentidos por décadas.
“Teremos um período de transição extremamente complicado para todos. Não apenas empresários e empreendedores, mas também pessoas físicas, porque todos serão afetados direta ou indiretamente”, afirmou.
O assunto será aprofundado durante o evento beneficente "Santa Catarina, seus municípios e o país. O que esperar para o futuro?", que acontece nesta sexta-feira (26), no auditório da OAB de Tubarão.
A programação contará com quatro palestrantes reconhecidos nacionalmente:
O evento tem inscrições gratuitas e solicita a doação de um quilo de alimento não perecível, que será destinado a ações beneficentes.
Durante a entrevista, Waltrick chamou a atenção para um dos pontos que mais preocupam especialistas: a mudança da tributação da origem para o destino.
Segundo ele, Santa Catarina é um estado fortemente produtor e exportador de bens para outras regiões do país. Com o novo sistema, parte significativa dos tributos passará a ser destinada ao estado consumidor.
“Santa Catarina produz muito mais do que consome de outros estados. Com a reforma, parte da arrecadação que hoje permanece aqui passará a ficar no estado de destino da mercadoria”, explicou.
O especialista ressaltou que o novo modelo busca reduzir desigualdades e simplificar o sistema, mas poderá exigir novas estratégias fiscais dos estados mais industrializados.
Apesar das críticas ao processo de aprovação, Waltrick considera que a reforma trará benefícios importantes ao país no longo prazo.
Entre os principais avanços apontados por ele está a unificação tributária, reduzindo a complexidade atual do sistema.
“Hoje temos 27 legislações diferentes de ICMS. Com o IBS, teremos uma alíquota unificada, trazendo mais segurança jurídica e previsibilidade para empresas e investidores”, destacou.
Outro benefício citado é a redução da chamada guerra fiscal entre os estados, prática utilizada para atrair empresas por meio de incentivos tributários.
Confira a entrevista completa.
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