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SEGURANÇA
04/08/2026 10h43
Por: Redação

Operação mira grupo suspeito de planejar atentados durante as eleições de 2026; mandados são cumpridos em SC e outros quatro estados

Investigação apura discussões sobre ataques em Brasília; oito pessoas são alvo de mandados

Foto: PCSC/Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (4), a Operação Rede Interrompida para investigar um grupo suspeito de planejar ações violentas em Brasília durante o período das eleições de 2026. Ao todo, oito pessoas foram alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.



Segundo a PCDF, os investigados têm entre 19 e 31 anos. A operação contou com o apoio das Polícias Civis dos estados envolvidos.



As investigações tiveram início após um relatório técnico elaborado pelo Ciberlab, da Secretaria Nacional de Segurança Pública, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Com base nas informações, a Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCEV) instaurou um inquérito para aprofundar a análise das comunicações atribuídas aos investigados.



De acordo com a polícia, as conversas faziam referências recorrentes a Brasília como destino de uma mobilização prevista para o período eleitoral de 2026. Entre os conteúdos analisados estavam discussões sobre invasão de prédios públicos, definição de possíveis alvos, treinamento tático, recrutamento de participantes em diferentes estados, compartilhamento de mapas, plantas arquitetônicas e modelos em 3D de edifícios da região central da capital federal, além da circulação de manuais para fabricação de artefatos explosivos.



Durante a operação, foram apreendidos celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos que passarão por perícia. O objetivo é preservar provas digitais, identificar possíveis conexões ainda desconhecidas, verificar o nível de organização do grupo e esclarecer em que estágio estavam os planos investigados.


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Neste momento, o inquérito apura, em tese, os crimes de associação criminosa, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso e delitos previstos na legislação antirracismo.



A Polícia Civil informou que, até o momento, os fatos não foram enquadrados na Lei de Terrorismo. A responsabilização individual dos investigados dependerá da análise do material apreendido e da conclusão do inquérito, que segue sob sigilo.



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Fonte: Redação
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