Ação ocorreu em Itajaí e Porto Belo; suspeito apontado como articulador do esquema foi preso e R$ 6,2 milhões foram bloqueados
Foto: PCSC
Foi realizada na manhã desta terça-feira (25) uma operação da Polícia Civil em Itajaí e Porto Belo para desarticular um esquema de fraude e lavagem de dinheiro que teria causado mais de R$ 8 milhões em prejuízos à Growth Suplementos, empresa com sede em Tijucas. Um suspeito apontado como principal articulador do grupo foi preso preventivamente.
A ação é a terceira etapa da Operação Supply Chain e foi conduzida pela Delegacia de Investigação de Lavagem de Dinheiro (DLAV), da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC). Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, além da prisão preventiva.
Segundo a investigação, o grupo utilizava duplicatas sem uma operação comercial real para movimentar dinheiro de forma fraudulenta. Empresas de fachada, incorporadoras e pessoas próximas aos investigados também teriam sido utilizadas para ocultar os responsáveis pelos valores.
A Polícia Civil identificou ainda a circulação de dinheiro por diferentes empresas e contas. Grandes quantias em espécie também teriam sido sacadas com o objetivo de dificultar o rastreamento da origem e do destino dos recursos.
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 6.203.044,46 em contas de investigados e empresas ligadas ao esquema. A medida também restringe a transferência de imóveis e veículos, incluindo propriedades no Litoral Norte e carros de luxo, além de alcançar criptomoedas, participações societárias e recursos de previdência privada.
Os quatro mandados de busca foram cumpridos em endereços residenciais e empresariais de Itajaí e Porto Belo. Documentos, celulares, computadores e outros equipamentos foram apreendidos para auxiliar na investigação e esclarecer como os valores eram movimentados.
As ordens judiciais foram autorizadas pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Balneário Camboriú.
A Operação Supply Chain investiga suspeitos de envolvimento em fraudes comerciais, emissão de duplicatas simuladas, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Nesta terceira etapa, a Polícia Civil também busca localizar e bloquear recursos que possam estar relacionados aos crimes e, dessa forma, contribuir para a recuperação de parte do prejuízo causado à empresa.
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