MP afirma que jovem foi morta pelo namorado após manifestar intenção de terminar o relacionamento; corpo foi escondido dentro da casa do acusado por três dias
Foto: Unesc/Divulgação
O Ministério Público de Santa Catarina denunciou um homem pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver contra Joviana Evelyn Iankovski, de 19 anos, em Sangão. A denúncia foi apresentada nesta segunda-feira (24), depois que a Polícia Civil concluiu as investigações.
Segundo o Ministério Público, o crime aconteceu na madrugada de 7 de agosto, depois que Joviana e o namorado voltaram de uma confraternização estudantil em Criciúma. Os dois estavam juntos havia poucos meses, mas, conforme a investigação, o relacionamento era marcado por términos e reconciliações.
A denúncia aponta que Joviana teria sido morta depois de dizer que queria terminar o relacionamento. Conforme o Ministério Público, o homem a atacou pelas costas e a asfixiou com um golpe conhecido como “mata-leão”.
Ainda segundo a denúncia, a jovem tentou se defender. Exames periciais identificaram lesões que seriam compatíveis com tentativas de afastar a pressão exercida sobre o pescoço, além de outros ferimentos provocados enquanto ela ainda estava viva.
Corpo ficou escondido por três dias
Após a morte, o homem teria escondido o corpo de Joviana dentro da própria casa por três dias. O cadáver foi encontrado na manhã de 10 de agosto, durante buscas realizadas pela Polícia Militar depois que familiares comunicaram o desaparecimento da jovem.
O corpo estava enrolado em cobertores e escondido dentro de um quarto, que permanecia trancado.
A investigação também aponta que, durante esse período, o homem teria usado o celular de Joviana para enviar mensagens à mãe dela, tentando fazer com que a família acreditasse que a jovem estava bem.
O Ministério Público afirma que o crime ocorreu em um contexto de violência doméstica e familiar e que foi motivado pelo menosprezo à condição feminina.
Joviana havia ingressado na faculdade naquela mesma semana. Para a família, segundo a promotora responsável pelo caso, começar o curso era um sonho que a jovem havia acabado de realizar.
O homem está preso preventivamente. Na denúncia, o Ministério Público pede que ele seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri e também solicita uma indenização mínima de R$ 100 mil para a família da vítima.
Agora, a Justiça deverá analisar a denúncia apresentada pelo Ministério Público.
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