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SAÚDE
24/08/2026 20h30
Por: Redação

Santa Catarina confirma primeira morte por Febre do Nilo Ocidental

Vítima era uma mulher de 77 anos, moradora de Imbituba; outro paciente diagnosticado com a doença recebeu alta

Foto: Wikimedia Commons

A Secretaria de Estado da Saúde confirmou, nesta segunda-feira (24), a primeira morte por Febre do Nilo Ocidental registrada na história de Santa Catarina. A vítima era uma mulher de 77 anos, moradora de Imbituba, que morreu no dia 8 de agosto.



O caso e o de um homem de 56 anos, de Caçador, foram os primeiros registros da doença no estado. O segundo paciente recebeu alta hospitalar. Conforme a secretaria, ambos apresentaram manifestações neurológicas e os casos continuam sob investigação epidemiológica para identificar os prováveis locais de infecção.



A Febre do Nilo Ocidental é causada por um vírus transmitido principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex, conhecidos como pernilongos ou muriçocas. Algumas espécies de aves silvestres são hospedeiras naturais, enquanto pessoas, cavalos e outros mamíferos podem ser infectados. Não há transmissão entre pessoas nem diretamente das aves para os humanos.



Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 20% das pessoas infectadas desenvolvem sintomas, geralmente leves, como febre, mal-estar, fraqueza, dor muscular, dor de cabeça, náusea, vômito e manchas vermelhas na pele. Aproximadamente um em cada 150 infectados pode apresentar formas neurológicas graves, como meningite, encefalite ou paralisia flácida aguda.


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A orientação é procurar atendimento médico diante de febre acompanhada de confusão mental, alteração de consciência, fraqueza ou outros sinais neurológicos. O paciente também deve informar ao profissional de saúde sobre possíveis exposições a mosquitos. O diagnóstico pode ser realizado por meio de exame de sangue.



Não existe vacina nem tratamento antiviral específico para a doença no Brasil. O atendimento é voltado ao controle dos sintomas e, nos quadros graves, pode exigir internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Entre as medidas preventivas estão o uso de repelente, a instalação de telas em portas e janelas, a eliminação de água parada e evitar o contato com animais mortos.



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Fonte: Redação
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