Em Santa Catarina, seis casos são considerados suspeitos
Foto: REUTERS/Arlette Bashizi/Proibida reprodução
O Brasil registrou 88 casos confirmados de Mpox em 2026, segundo dados do Ministério da Saúde. A maioria das ocorrências está concentrada em São Paulo, que soma 62 casos desde janeiro. Também há registros no Rio de Janeiro (15), Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), Paraná (1) e Distrito Federal (1). Até o momento, predominam quadros leves a moderados e não há mortes. Em 2025, o país contabilizou 1.079 casos e dois óbitos pela doença.
Santa Catarina contabiliza seis casos suspeitos de Mpox em 2026, conforme dados atualizados da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina. As notificações seguem a tendência nacional de aumento nos primeiros meses do ano e acendem o alerta para vigilância epidemiológica no estado.
De acordo com a secretaria, todos os casos suspeitos foram registrados na Grande Florianópolis, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Santo Amaro da Imperatriz e Palhoça. Até o momento, não há confirmação laboratorial desses registros em 2026.
O cenário atual se soma ao histórico da doença em Santa Catarina. Entre 2022 e dezembro de 2025, o estado confirmou 598 casos de Mpox distribuídos em 33 municípios. Nesse período, foi registrado um óbito relacionado à doença, em dezembro de 2022, envolvendo um paciente imunodeprimido, segundo a SES/SC.
A Mpox é causada pelo vírus Monkeypox e se transmite principalmente por contato próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas. O sintoma mais característico é a erupção cutânea semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas. O quadro também pode incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, cansaço e gânglios inchados. As lesões podem surgir no rosto, nas palmas das mãos, nas solas dos pés, na virilha e nas regiões genitais e anal.
A transmissão ocorre de pessoa para pessoa por meio do contato próximo, incluindo respiração em curta distância, toque direto na pele, relações sexuais, beijo ou contato entre boca e pele. O compartilhamento de objetos contaminados, como roupas, toalhas, lençóis e utensílios, também pode disseminar o vírus.
O período de incubação varia, em geral, de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias. Ao perceber sintomas, a recomendação é procurar uma unidade de saúde para realização de exame laboratorial, única forma de confirmação do diagnóstico. Outras doenças com lesões cutâneas semelhantes, como varicela, herpes e sífilis, devem ser consideradas no diagnóstico diferencial.
O tratamento é voltado ao alívio dos sintomas, prevenção de complicações e redução de sequelas, já que não há medicamento específico aprovado para Mpox. A maioria dos pacientes apresenta quadros leves ou moderados. Em casos mais graves, pode ser necessária internação e uso de antivirais para reduzir a gravidade das lesões e acelerar a recuperação.
Entre as medidas de prevenção estão evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença, não compartilhar objetos pessoais e reforçar a higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel. A desinfecção de superfícies e a lavagem adequada de roupas e utensílios também são recomendadas para reduzir o risco de transmissão.
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