Safra de 2026 foi encerrada após apenas 38 dias, quando capturas atingiram 90% do limite autorizado; remanejamento está em fase final
Foto: Divulgação
A pesca artesanal da tainha em Santa Catarina pode ser retomada em breve. O governo federal estuda a liberação de uma cota adicional para permitir que regiões ainda não contempladas pela safra possam manter a atividade. A informação foi confirmada pelo deputado estadual Fabiano da Luz, líder do PT na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, após reunião com representantes do Ministério da Pesca e Aquicultura.
A safra de 2026 durou apenas 38 dias. Iniciada em 1º de maio, a temporada foi encerrada pelo governo federal no último domingo (7), após as capturas da modalidade de arrasto de praia atingirem 90% da cota autorizada. A medida foi adotada de forma preventiva para evitar que o limite total fosse ultrapassado.
O volume das cotas para as diferentes modalidades de pesca da tainha já havia sido ampliado em 20% em 2026, totalizando mais de 8 mil toneladas, e Santa Catarina foi o estado mais beneficiado com esse ajuste. Ainda assim, o ritmo elevado de capturas fez com que o limite fosse atingido rapidamente.
Para a retomada da atividade, será necessário um remanejamento das cotas autorizadas, processo que está em fase final de definição. Segundo Fabiano da Luz, as negociações envolvem o Ministério da Pesca e Aquicultura e contam com acompanhamento do gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"A safra deste ano registrou um volume elevado de captura, o que fez com que a cota fosse atingida rapidamente. Estamos fazendo um esforço para garantir a pesca da tainha em regiões que ainda não foram contempladas. Não podemos deixar municípios sem essa atividade, que é símbolo da cultura de Santa Catarina", afirmou o deputado.
A expectativa é que, com a liberação da cota adicional, embarcações e ranchos de pesca possam retomar a atividade e concluir a temporada em localidades que ainda aguardavam a chegada dos cardumes.
A pesca da tainha é uma das atividades mais tradicionais do litoral catarinense, movimentando dezenas de comunidades entre os meses de maio e julho, com um grande impacto econômico e cultural para a região.
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