Cobertura vacinal entre os grupos prioritários não chega à metade, enquanto número de casos segue em alta com a chegada do frio
Foto: Leo Munhoz /SECOM
A Secretaria de Saúde de Tubarão emitiu um alerta à população diante do aumento no número de casos de influenza e da baixa adesão à vacinação entre os grupos prioritários no município.
De acordo com o levantamento mais recente, a cidade já contabiliza 256 casos confirmados da doença em 2026. Foram 45 registros em janeiro, 26 em fevereiro, 42 em março, 84 em abril e outros 60 em maio, número ainda considerado preliminar.
Apesar do avanço da doença, a cobertura vacinal segue abaixo do ideal. Entre os idosos, o índice chegou a 45,63%; entre as gestantes, 46,57%; e entre as crianças, apenas 27,60%. No total, a cobertura entre os grupos prioritários é de 41,49%.
Em números absolutos, 10.395 idosos foram vacinados de um total de 22.779 pessoas aptas a receber a dose. Entre as gestantes, 434 das 932 previstas já se imunizaram. No grupo das crianças, 1.971 receberam a vacina, enquanto o público-alvo é de 7.141.
Ao todo, Tubarão possui 30.852 pessoas inseridas nos grupos prioritários, mas somente 12.800 procuraram as unidades de saúde para se vacinar até o momento.
Segundo a secretária de Saúde, Carina Portão, a vacinação é a principal forma de prevenção contra complicações causadas pela influenza.
“É fundamental que a população procure os postos de saúde para se vacinar. Mesmo com o aumento dos casos de influenza na região, a vacinação segue direcionada aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. A estratégia tem como objetivo proteger, principalmente, as pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença, internação e eventuais óbitos”, destacou.
O alerta ganha ainda mais relevância com a chegada das temperaturas mais baixas, período em que as doenças respiratórias tendem a se intensificar.
Em Santa Catarina, somente entre crianças de zero a nove anos, já foram registrados 1.831 casos de influenza neste ano. Desses, 352 necessitaram de internação em unidades de terapia intensiva e 16 evoluíram para óbito.
Grupos prioritários
Podem receber a vacina crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes, idosos com 60 anos ou mais, puérperas, povos indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, trabalhadores da saúde, professores, profissionais das forças de segurança e salvamento, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo, portuários, profissionais dos Correios, além de pessoas com doenças crônicas, deficiência permanente e população privada de liberdade.
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