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SAÚDE
11/03/2026 17h42

Anvisa aprova primeiro medicamento para retardar diabetes tipo 1 no Brasil

Nova terapia pode adiar o surgimento dos sintomas da doença por até dois anos em pacientes diagnosticados na fase inicial

Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a comercialização no Brasil do teplizumabe, primeiro medicamento voltado ao tratamento do diabetes tipo 1 liberado no país. A autorização foi concedida na segunda-feira (9) e abre caminho para o uso da terapia em pacientes a partir de 8 anos diagnosticados com a doença em estágio inicial. O medicamento é capaz de retardar a progressão da condição em pessoas que ainda não apresentam sintomas.



O teplizumabe é indicado para pessoas que estão no chamado estágio 2 do diabetes tipo 1, fase em que a doença já pode ser identificada por exames, mas ainda não apresenta sinais clínicos. Nessa etapa, o organismo já iniciou o processo de destruição das células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina.



A substância é um anticorpo monoclonal desenvolvido para proteger essas células do ataque do próprio sistema imunológico. Com isso, o medicamento pode retardar a progressão da doença e adiar o surgimento dos sintomas por até dois anos, segundo estudos analisados pela agência reguladora.



O tratamento é feito por meio de infusão intravenosa diária durante duas semanas consecutivas. Diferentemente das terapias tradicionais, o teplizumabe não substitui a insulina no organismo. A proposta é atuar antes da fase clínica da doença, preservando a capacidade natural do corpo de produzir o hormônio pelo maior tempo possível.



Especialistas consideram a aprovação um avanço no manejo do diabetes tipo 1, por se tratar de uma das primeiras terapias voltadas a modificar o curso da doença e não apenas controlar seus efeitos.



O diabetes mellitus tipo 1 é uma doença crônica não transmissível caracterizada pela deficiência de insulina no organismo. A condição tem origem autoimune e ocorre quando o próprio sistema de defesa do corpo destrói as células do pâncreas responsáveis pela produção do hormônio.



A incidência é mais comum em crianças e adolescentes, principalmente entre 10 e 14 anos, embora possa surgir em qualquer idade. No Brasil, estima-se uma taxa de cerca de 25,6 novos casos por 100 mil habitantes por ano.



Atualmente, o tratamento exige a aplicação diária de insulina para controlar os níveis de glicose no sangue e evitar complicações. Pessoas com diabetes tipo 1 precisam monitorar constantemente a glicemia e ajustar a dose de insulina ao longo do dia. Quando não controlada, a doença pode provocar complicações graves e até levar à morte.


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Outros medicamentos também receberam autorização da Anvisa. Entre eles está o Datroway, indicado para o tratamento de adultos com câncer de mama irressecável ou metastático, com receptor hormonal positivo e HER2 negativo. O medicamento é destinado a pacientes que já passaram por terapia endócrina e por pelo menos uma linha de quimioterapia para doença irressecável — quando o tumor não pode ser retirado completamente por cirurgia — ou metastática, quando o câncer se espalha do local de origem para outras partes do corpo.



Outro registro autorizado foi o do Andembry (garadacimabe), voltado à prevenção do angioedema hereditário. A condição genética é considerada rara e provoca episódios súbitos de inchaço doloroso em diferentes regiões do corpo. As crises podem atingir repetidamente a pele, as mucosas e também órgãos internos.



 



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Fonte: Redação
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