Texto apresentado na Câmara dos Deputados estabelece salário-base mínimo para profissionais contratados pela CLT e prevê reajuste anual pela inflação
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Uma proposta apresentada na Câmara dos Deputados prevê a criação de um piso salarial profissional nacional de R$ 5 mil para motoristas empregados no transporte rodoviário de cargas que atuam em operações de longa distância.
O texto estabelece que o piso será aplicado aos profissionais contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Para a proposta, são consideradas operações de longa distância aquelas em que o motorista permanece fora da base da empresa e da própria residência por mais de 24 horas.
Além de fixar o salário-base em R$ 5 mil, o projeto determina que o valor seja reajustado anualmente com base na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
A proposta também deixa claro que o piso corresponde exclusivamente ao salário-base do trabalhador. Assim, o valor não poderá ser composto por horas extras, adicional noturno, diárias de viagem, parcelas indenizatórias ou outras verbas variáveis previstas em lei ou em acordos coletivos.
O texto permite que acordos e convenções coletivas estabeleçam remunerações superiores ao piso nacional, mas impede a fixação de valores inferiores. Também determina que o contracheque discrimine o salário-base e as demais verbas remuneratórias e indenizatórias.
Caso seja aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado, o reajuste do piso ocorrerá sempre no mês de janeiro, com o primeiro aumento previsto para, no mínimo, 12 meses após a entrada em vigor da futura lei. A proposta prevê ainda que a norma passe a valer 180 dias após sua publicação.
O projeto de lei começará a tramitar pelas comissões da Câmara dos Deputados antes de seguir para análise do Senado.
Receba as principais informações do portal Hora Hiper em nosso grupo de leitores do WhatsApp. Entre aqui.