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POLÍTICA
06/07/2026 15h22
Por: Redação

Justiça condena 11 por esquema de corrupção em Laguna; penas chegam a 17 anos de prisão

Sentença atende ação do MPSC e reconhece atuação de organização criminosa que fraudava licitações, desviava recursos públicos e pagava propinas envolvendo agentes públicos e empresários

Foto: Divulgação

A Justiça condenou 11 pessoas por participação em um esquema de corrupção que atuava na administração pública de Laguna, no Sul de Santa Catarina. A decisão é resultado de uma ação penal proposta pela 2ª Promotoria de Justiça de Laguna, do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a partir das investigações da Operação Seival, deflagrada em 2017.



Os réus foram condenados pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e peculato. Entre os condenados estão ex-vereadores, um ex-secretário municipal, empresários e profissionais técnicos. As penas variam de pouco mais de dois anos até 17 anos, seis meses e 23 dias de reclusão.



Segundo a sentença, ficou comprovada a existência de uma organização criminosa estruturada para direcionar licitações, negociar propinas, desviar recursos públicos e manipular processos administrativos para favorecer empresas previamente escolhidas.



As investigações apontaram que o grupo atuou entre 2016 e 2018, dividindo funções para controlar contratos públicos e obter vantagens financeiras ilícitas.



De acordo com o Ministério Público, parte das provas foi obtida por meio de acordos de colaboração premiada, além de documentos, interceptações telefônicas, depoimentos e materiais apreendidos durante a Operação Seival.



A sentença também reconheceu que integrantes do grupo negociaram pagamento de dinheiro a parlamentares para garantir a eleição e, posteriormente, a reeleição da presidência da Câmara de Vereadores de Laguna. Após assumir o cargo, o então presidente do Legislativo utilizaria sua influência para beneficiar empresários em contratos públicos em troca de vantagens indevidas.



Um dos casos analisados pela Justiça envolve a licitação para a reforma da sede da Câmara de Vereadores. Segundo o processo, o certame teria sido previamente ajustado para beneficiar uma empresa específica. A investigação apontou a participação de empresários e de um engenheiro na elaboração de planilhas utilizadas por empresas que apenas simulavam disputar a concorrência.



Ainda conforme a decisão, parte dos serviços contratados sequer seria executada, permitindo o desvio de recursos públicos que posteriormente teriam sido utilizados para o pagamento de propinas a vereadores.



Entre as condenações, destacam-se:




  • Um vereador e ex-secretário municipal foi condenado a 17 anos, seis meses e 23 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva e peculato.

  • Outro vereador recebeu pena de 12 anos e seis dias de reclusão, também em regime inicial fechado, por organização criminosa e corrupção passiva.

  • Um terceiro parlamentar foi condenado a sete anos, dois meses e 10 dias de reclusão, em regime semiaberto, por organização criminosa e corrupção passiva.

  • Um empresário foi condenado a seis anos, nove meses e 18 dias de reclusão, em regime semiaberto, por corrupção ativa.



Os demais condenados receberam penas entre pouco mais de dois e três anos de prisão. Em alguns casos, as penas privativas de liberdade foram substituídas por penas restritivas de direitos, conforme prevê a legislação.


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Além das penas de prisão, a Justiça determinou que três condenados — vereadores à época dos fatos — fiquem proibidos de exercer cargo ou função pública por oito anos após o cumprimento das penas.



A sentença também absolveu alguns denunciados em relação a determinadas acusações específicas por insuficiência de provas ou pela ausência dos requisitos legais necessários para condenação naqueles fatos.



Clique aqui e saiba mais sobre a Operação Seival.



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Fonte: MPSC
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