Federarroz analisou 268 produtos vendidos como Tipo 1 e encontrou classificação inferior à informada em 215 deles
Érika Ferraz/AgroEffective
Um levantamento realizado pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) encontrou classificação inferior à informada na embalagem em 215 das 268 amostras de arroz vendidas como Tipo 1. O resultado corresponde a 80,22% dos produtos analisados pela entidade, que realizou coletas em 167 estabelecimentos de 32 cidades de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Segundo a Federarroz, as amostras foram selecionadas principalmente entre produtos que apresentavam sinais visuais de possível diferença na classificação e aqueles encontrados nas menores faixas de preço. Por isso, a entidade ressalta que o índice de 80,22% se refere exclusivamente ao conjunto analisado e não pode ser usado para afirmar que esse percentual de todo o arroz Tipo 1 vendido no Brasil esteja em desacordo com as regras.
Entre os critérios avaliados estão a quantidade de grãos quebrados e outros defeitos que influenciam na classificação comercial do arroz. Em alguns produtos vendidos como Tipo 1, as análises encontraram percentuais de grãos quebrados associados a classificações inferiores. A Federarroz destaca que o levantamento não aponta risco à saúde ou presença de arroz contaminado, mas uma possível diferença entre o produto informado na embalagem e aquele efetivamente oferecido ao consumidor.
Diante dos resultados, a Federarroz informou que encaminhará os dados às autoridades competentes para análise dos casos. A entidade pretende buscar medidas nas áreas administrativa, cível e penal, conforme a avaliação dos órgãos responsáveis. A intenção é apurar as divergências encontradas e verificar se a classificação indicada nas embalagens corresponde ao produto vendido ao consumidor.
Receba as principais informações do portal em nosso grupo de leitores do WhatsApp. Entre aqui.