Confira a história de Vera e Getúlio neste Dia dos Namorados
Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal
Algumas histórias de amor parecem saídas de um roteiro de cinema. A de Vera Tramunt e Getúlio Valls é uma delas.
Os dois se conheceram ainda adolescentes, no início da década de 1970, em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul. Namoraram por poucos meses, mas a vida os levou por caminhos diferentes. Vieram mudanças de cidade, novos relacionamentos, casamento, filhos, alegrias, desafios e décadas de distância.
Mais de 40 anos depois, quando já haviam construído suas próprias trajetórias, os dois voltaram a se encontrar. O reencontro aconteceu pela internet e deu início a uma nova história, que hoje já dura mais de duas décadas.
Getúlio lembra com carinho do primeiro encontro dos dois.
“Nós nos conhecemos, eu não me lembro exato, acho que foi por volta de 72, no clube comercial. Ela estava sentada em uma mesa com as amigas e eu sentado em outra mesa com os amigos. Daqui a pouco nossos olhos se cruzaram e demos um sorriso um para o outro. E eu pensei comigo: esse sorriso é o que eu quero para mim".
O namoro da adolescência, porém, foi breve. Pouco tempo depois, Getúlio foi estudar em Santa Maria (RS), enquanto Vera permaneceu em Uruguaiana. Com o passar dos anos, cada um seguiu sua vida.

Vera construiu carreira profissional e morou em diferentes cidades. Getúlio também seguiu seu caminho. Durante décadas, os dois não imaginavam que voltariam a se encontrar.
“Depois que a gente se separou, ele foi embora de Uruguaiana, eu fiquei lá. Fiz concurso público, trabalhei em Curitiba, depois voltei para Porto Alegre, fui para Brasília, tive minhas duas filhas. A vida foi levando”, conta Vera.
O reencontro aconteceu anos depois, por meio do Orkut, uma das primeiras redes sociais populares no Brasil.
“Conversando com ele, ele separado, eu separada também. E logo após, tanto eu quanto ele ficamos viúvos. E a gente resolveu juntar os trapinhos”, relembra Vera.
Apesar da história começar na juventude, Getúlio acredita que o verdadeiro amor dos dois nasceu apenas no reencontro.
“Eu vou dizer com toda a sinceridade do mundo que o nosso amor não resistiu ao tempo. Aquilo foi um namorico de 'guri'. Eu acho que o nosso amor, na verdade, nasceu no reencontro. Aí sim, eu encontrei uma Vera madura, experiente, sabendo o que é da vida. E ela encontrou o mesmo em mim. E aí eu acho que nós fechamos a nossa vida", diz.
Desde então, o casal construiu uma rotina baseada na amizade, no companheirismo e no carinho diário.
“Nós não achávamos que íamos nos reencontrar de novo. A gente não tinha esquecido um do outro, mas não foi uma espera que tivemos. Simplesmente conhecemos o amor quando nos reencontramos”, afirma Vera.
Hoje, aos 70 anos, eles seguem inseparáveis.
“Nós somos tão unidos que não temos noção de ficar sozinhos. Sempre estamos nos acarinhando. Eu acho que isso é uma coisa que precisa em um casal: um carinho, um afago, uma palavra de amor”, conta Vera.
Para Getúlio, a experiência é uma prova de que o amor não tem idade para acontecer.
“Eu encontrei a Vera com 49 anos. Hoje estamos com 70 anos, os dois. E vou te dizer: cada dia que passa tem um pouco mais de felicidade na nossa vida. Eu adoro a Vera.”
Em tempos em que muitos acreditam que o amor tem prazo de validade, a história dos dois mostra justamente o contrário. Às vezes, ele apenas encontra o momento certo para recomeçar.
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