Com apenas 3,9% das casas recebendo o benefício, Estado se destaca pela baixa desocupação e forte geração de empregos formais
Foto: Ricardo Trida/ Secom
Santa Catarina é o estado com a menor proporção de domicílios beneficiados pelo Bolsa Família em todo o país. Segundo dados divulgados pelo IBGE na sexta-feira (8), o estado não apenas ocupa o topo do ranking de menor dependência do programa, como também conseguiu reduzir sua participação, que caiu de 4,3% em 2024 para 3,9% em 2025.
Esse cenário é reflexo direto da força do mercado de trabalho catarinense. No último ano, foram criadas quase 59 mil novas vagas de emprego com carteira assinada, mantendo o estado com a menor taxa de desocupação do Brasil, fixada em apenas 2,2%.
Para efeito de comparação, enquanto Santa Catarina tem menos de 4% de suas residências ligadas ao programa, a média nacional de beneficiários é muito superior, atingindo 17,2%.
No ranking da baixa dependência, Santa Catarina é seguida por São Paulo e Rio Grande do Sul, que registram 7,6% e 7,7%, respectivamente. Outros estados vizinhos, como o Paraná, aparecem com 8%.
A diferença de Santa Catarina para o restante do país se acentua quando analisados todos os programas sociais somados, incluindo o BPC. Apenas 6,9% dos lares no estado recebem algum auxílio governamental, um índice muito abaixo da média brasileira, que chega a quase 23%.
De acordo com o Governo do Estado, os números reforçam um modelo econômico baseado na alta empregabilidade, onde a renda proveniente do trabalho formal substitui a necessidade de auxílios assistenciais em grande parte do território catarinense.
Além da liderança nacional, o estado mantém uma distância considerável dos demais estados do Sul, já que Rio Grande do Sul e Paraná somam índices de 11,5% e 12,8% em programas sociais totais.
Receba as principais informações do portal em nosso grupo de leitores do WhatsApp. Entre aqui.