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GERAL
13/05/2024 10h01

Projeto de enfrentamento aos impactos das mudanças climáticas completa 1 ano de atuação em SC

Ao completar 12 meses de atuação na Grande Florianópolis, o projeto acumula resultados já visíveis nas áreas de restauração ecológica, pesquisa científica, educação ambiental e ciência cidadã

Foto: Adrio Ceteno (IMA/SC)

Há um ano, o Projeto Raízes da Cooperação tem a missão de trabalhar em prol da conservação dos manguezais mais austrais, ao sul do Brasil, e seus ecossistemas associados. Ao completar 12 meses de atuação na Grande Florianópolis, o projeto, que tem parceria da Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental, acumula resultados já visíveis nas áreas de restauração ecológica, pesquisa científica, educação ambiental e ciência cidadã.

Neste período já foram cortados e manejados 7,7 hectares de pinus de duas ilhas, em Palhoça. A área invadida pela espécie exótica corresponde a mais de sete campos de futebol e voltará a dar espaço para as espécies nativas da Mata Atlântica. O objetivo é restaurar as áreas de restinga e manguezais desse território, ecossistemas fundamentais no combate aos impactos das mudanças climáticas.









Em 2024, projeto está realizando o plantio de espécies nativas por meio de mutirões comunitários. Ao todo, serão plantadas 3 mil mudas de espécies de mangues e de restinga nessas ilhas e também no entorno do Centro de Visitantes do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro (PAEST), totalizando uma área de 10 hectares. Além dos benefícios ambientais diretos, a conservação destas áreas é capaz de promover a proteção e a resiliência em um total de 54 hectares de mangues, restingas, banhados e florestas do território.

Os manguezais mais austrais do Brasil, localizados em Santa Catarina, possuem importância estratégica no combate às mudanças climáticas. Se comparados aos manguezais em zonas tropicais, alocam mais energia nas estruturas subterrâneas do que nas estruturas aéreas, ou seja, proporcionalmente tendem a estocar mais carbono nos solos.









A área de abrangência do projeto engloba os municípios de Florianópolis, São José e Palhoça, inseridos em três Unidades de Conservação: o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro e as federais Reserva Extrativista do Pirajubaé e Estação Ecológica Carijós, além da Terra Indígena Morro dos Cavalos. Este mosaico de áreas protegidas abriga comunidades tradicionais Mbya Guarani e de pescadores artesanais. As principais ameaças a esses ambientes vêm da urbanização, de espécies exóticas invasoras, de incêndios, do aumento do nível do mar e do esgoto irregular.


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Executado pela organização Ação Nascente Maquiné (Anama), o Raízes da Cooperação tem apoio de outras instituições, entre elas, a Universidade Federal de Santa Catarina, Instituto Çarakura, Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) e Agência de Gestão e Educação Ambiental. 

“Já envolvemos cerca da metade das 2000 pessoas previstas ao longo deste 1 ano de atuação do projeto, através de oficinas, dias de campo, seminários e cursos. As áreas em que foram cortados os pínus, em breve estarão repletas de biodiversidade nativa. É muito gratificante ver as contribuições projetadas acontecendo na prática, especialmente por se tratar de bens comuns em um cenário de crise civilizatória, de emergência ecológica e política na chamada Década da Restauração ”, afirma o coordenador do projeto, o ecólogo Dilton de Castro.

Ciência Cidadã, Educação Ambiental e Mobilização Social: 

O Raízes da Cooperação também está realizando a promoção da Ciência Cidadã no espaço escolar e nas comunidades do entorno das Unidades de Conservação, com foco no monitoramento participativo dos manguezais, através de um processo formativo dividido em quatro etapas: curso teórico gratuito online e presencial (finalizado); aulas práticas com saídas de campo; apoio na realização de projetos que estão sendo desenvolvidos pelos cursistas; e um evento final “Conectando com outras raízes”, que acontecerá neste ano.







O curso visa formar educadores e gestores ambientais para atuarem na educação ambiental e ciência cidadã com foco nas mudanças climáticas e restauração de ecossistemas marinhos-costeiros.

Ao longo de 2024, serão realizadas 30 saídas de campo aos manguezais da área de abrangência do projeto,com os profissionais da educação e alunos das escolas da rede pública do entorno destas Unidades de Conservação. A previsão é de alcançar até 900 pessoas.

Pesquisas científicas e livro inédito sobre os Manguezais do Sul do Brasil: 

O Projeto Raízes da Cooperação está desenvolvendo uma pesquisa, em nível de pós-doutorado, que resultará na elaboração de cenários para áreas sujeitas à inundação costeira na Grande Florianópolis, baseado nas perspectivas das mudanças climáticas. O objetivo é elaborar cenários, através de mapas, de elevação do nível do mar e cruzar esse mapeamento com os planos de ocupação territorial. A pesquisa ajudará a subsidiar estudos de vulnerabilidade e de ocupação da Grande Florianópolis.









A outra pesquisa, em nível de mestrado, e inédita no Brasil, está analisando o potencial de estoque e sequestro de carbono em manguezais que cresceram em áreas aterradas da Grande Florianópolis, comparando com os mesmos ecossistemas de áreas naturais. O objetivo do estudo é saber se esses manguezais acrescidos têm a mesma capacidade dos naturais em estocar carbono na biomassa do solo.

Os resultados das pesquisas serão divulgados como artigos científicos e, também, através de um livro inédito sobre os “Manguezais do Sul do Brasil”, um dos produtos que serão lançados pelo Projeto, em 2024.



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Fonte: Raízes da Cooperação
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