Acervo sobre a Colônia Grão-Pará atrai estudiosos do Brasil e do exterior para pesquisas históricas
Divulgação
O Centro de Documentação Histórico Plínio Benício (CEDOHI), vinculado ao Museu ao Ar Livre Princesa Isabel (Malpi), de Orleans, registrou em 2025 o atendimento de 31 pesquisadores, mais que o dobro do registrado em 2024, quando 14 pessoas consultaram o acervo. O aumento reflete o interesse crescente em estudar a Colônia Grão-Pará e outros aspectos da história regional.
Pesquisadores vieram de diferentes estados do Brasil e quatro da Itália, buscando documentos para produção de livros, pesquisas acadêmicas e processos de reconhecimento de dupla cidadania. Entre eles está a mestranda ítalo-brasileira Luana Marchesini, de 26 anos, que pesquisa a imigração italiana no Sul do Brasil. “Espero contribuir para tornar visível essa história e incentivar outros pesquisadores italianos a olhar para essas comunidades”, afirma.
O acervo também tem sido fonte para estudos sobre a história da comunidade luterana em Rio Fortuna. José Junior Dutra, de Santa Rosa de Lima, e Antonio Carlos Glück, de Betim (MG), utilizam os documentos do CEDOHI para escrever um livro sobre a comunidade, enquanto Glück prepara outra obra sobre os imigrantes holandeses da Colônia Grão-Pará, prevista para 2027.
O acervo do CEDOHI reúne coleções históricas importantes, incluindo documentos da Colônia Grão-Pará, ligada ao Conde d’Eu e à Princesa Isabel. Com registros que vão do século XIX ao XX, o material aborda tanto a administração da empresa colonizadora quanto aspectos do cotidiano dos imigrantes, sendo referência para pesquisadores de todo o país e do exterior.
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