Falhas na produção de medicamentos estéreis levaram à suspensão de produtos oftálmicos e de todos os medicamentos fabricados pela Excelvision no Brasil
Foto: Canva
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da importação de todos os medicamentos produzidos pela farmacêutica francesa Excelvision, fabricante de colírios e géis oftálmicos comercializados por diversas marcas internacionais. A medida preventiva foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (17) após um alerta sanitário internacional emitido pelas autoridades da França.
A decisão foi tomada depois que uma inspeção realizada entre os dias 3 e 5 de junho de 2026 pela Agência Nacional de Segurança de Medicamentos e Produtos da França (ANSM) constatou que a empresa não demonstrou capacidade de fabricar medicamentos estéreis com a garantia necessária de esterilidade. Como consequência, todas as atividades assépticas da fábrica foram suspensas.
Além da suspensão da importação de todos os medicamentos fabricados pela Excelvision, a Anvisa também determinou a suspensão da comercialização, distribuição, importação e uso de todos os lotes dos colírios Hyabak e Thealoz Duo produzidos na fábrica francesa a partir de 5 de junho de 2026.
A agência orienta que consumidores verifiquem a embalagem dos produtos para confirmar o local e a data de fabricação. Caso tenham sido produzidos pela Excelvision após a data informada, a recomendação é interromper o uso e procurar a empresa responsável.
Outra medida publicada pela Anvisa suspende a importação do medicamento Zonidra 20 mg/ml, fabricado pela Excelvision para a Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos.
Segundo a agência, embora o medicamento tenha registro no Brasil, ele nunca chegou a ser comercializado no país.
De acordo com a Anvisa, até o momento não foram identificados produtos fabricados pela Excelvision disponíveis para compra no mercado brasileiro. Por isso, as resoluções têm caráter preventivo, com o objetivo de impedir que medicamentos produzidos pela empresa entrem no país até que as irregularidades sejam solucionadas.
As medidas estão fundamentadas na legislação sanitária brasileira e foram adotadas após o alerta internacional emitido pela autoridade reguladora francesa, que apontou o descumprimento das boas práticas de fabricação de medicamentos estéreis.
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