Copa do Mundo de 2030 terá partidas em seis países e três continentes, começará em 8 de junho e terminará em 21 de julho; formato das Eliminatórias Sul-Americanas ainda não foi definido
Imagem Ilustrativa/IA
Com o fim da Copa do Mundo no último domingo (19), a contagem regressiva para a próxima edição do maior torneio de futebol do planeta já pode começar. O Mundial de 2030 será realizado entre 8 de junho e 21 de julho e terá uma configuração inédita, com partidas distribuídas por seis países de três continentes. Espanha, Portugal e Marrocos serão os anfitriões principais, enquanto Uruguai, Argentina e Paraguai receberão jogos especiais em comemoração ao centenário da competição.
O torneio começará nos dias 8 e 9 de junho de 2030, com uma cerimônia comemorativa e três partidas na América do Sul. O Uruguai fará seu primeiro jogo em Montevidéu, enquanto Argentina e Paraguai também estrearão em seus respectivos países. O encontro no território uruguaio terá um simbolismo especial, já que o país recebeu e conquistou a primeira Copa do Mundo, disputada em 1930.
Depois das partidas sul-americanas, a competição seguirá para Espanha, Portugal e Marrocos. A cerimônia de abertura da fase principal e os primeiros jogos nesses países estão previstos para 13 e 14 de junho. As outras seleções que estiverem nos grupos de Argentina, Paraguai e Uruguai farão suas estreias nos dias 15 e 16, antes da segunda rodada dessas chaves, programada para 21 e 22 de junho. A final será disputada em 21 de julho de 2030.
A distribuição das partidas comemorativas obrigará as seleções envolvidas a realizar um deslocamento incomum durante a primeira fase. Depois de atuarem na América do Sul, Argentina, Paraguai, Uruguai e seus adversários viajarão para Europa ou África para continuar a disputa. A FIFA prevê um intervalo maior entre os primeiros compromissos dessas equipes, justamente para permitir a viagem, a adaptação ao fuso horário e a recuperação dos jogadores.
Os seis anfitriões já estão automaticamente classificados para a Copa do Mundo. Espanha, Portugal e Marrocos garantiram suas vagas como sedes principais, enquanto Argentina, Paraguai e Uruguai também foram incluídos por receberem as partidas do centenário. As vagas automáticas serão descontadas da quantidade destinada às respectivas confederações.
Essa decisão cria uma situação incomum para as próximas Eliminatórias Sul-Americanas. Argentina, Paraguai e Uruguai já estarão garantidos no Mundial antes do início da disputa. Até o momento, porém, a Conmebol não anunciou oficialmente como será a competição classificatória para 2030, nem confirmou se as três seleções participarão normalmente da tabela, disputarão apenas amistosos ou ficarão completamente fora das Eliminatórias.

Caso seja mantida a distribuição utilizada na Copa de 2026, a América do Sul terá seis vagas diretas e uma possibilidade adicional por meio da repescagem intercontinental. Como três lugares já seriam ocupados por Argentina, Paraguai e Uruguai, restariam, em princípio, três vagas diretas e uma na repescagem para Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela.
Essa projeção, no entanto, ainda não representa um regulamento oficial da Conmebol e poderá mudar conforme as decisões da FIFA sobre a competição. A entidade já estabeleceu que os anfitriões serão descontados das vagas de suas confederações, mas o formato das classificatórias ainda precisa ser detalhado.
Uma possibilidade seria organizar as Eliminatórias apenas com as sete seleções que ainda precisarão buscar a classificação. Nesse cenário, o tradicional sistema de pontos corridos com jogos de ida e volta teria 14 rodadas para cada equipe, com uma seleção de folga por rodada. Outra alternativa seria manter as dez seleções na disputa, mesmo com três já classificadas, utilizando os resultados somente para definir as vagas restantes. Nenhum desses modelos, contudo, foi confirmado oficialmente.
Também continuam indefinidos o calendário completo, a divisão dos grupos, a quantidade de partidas em cada país e os estádios que receberão os principais confrontos. A FIFA ainda não anunciou o palco da decisão. Espanha e Marrocos aparecem entre os principais candidatos a receber a final, enquanto Portugal também integra o projeto central do Mundial.

O planejamento atual prevê uma Copa com 48 seleções, mesmo formato utilizado na edição de 2026. No entanto, dirigentes passaram a discutir uma eventual ampliação para 64 participantes por causa do centenário. A proposta ainda não foi aprovada e, por enquanto, não altera a organização oficial do torneio.
Mesmo cercada por indefinições, a próxima Copa já tem elementos suficientes para ser considerada histórica. O Mundial atravessará América do Sul, África e Europa, homenageará a competição de 1930 e terá seis seleções anfitriãs. Para o torcedor brasileiro, o caminho até lá ainda dependerá de um regulamento que promete ser bem diferente, já que três das dez seleções das tradicionais Eliminatórias Sul-Americanas começarão o novo ciclo com a vaga assegurada.
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