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Wanderson Andrade
11/10/2021 19h00

Brasil longe do hexa


Nós brasileiros ficamos mal-acostumados com as gerações vitoriosas e jogadores que marcaram época com status de ídolos. A cada Copa do Mundo, desde 2002, última vez que fomos campeões mundiais, vivemos a expectativa de mais uma conquista, o tão sonhado hexa mundial que parece cada vez mais distante.

 

Não precisamos ir tão longe, basta usar aquela geração de 2002. Rivaldo, Ronaldo, Roberto Carlos, Cafu... Atletas que tecnicamente eram os melhores em suas posições. Embora ainda sejamos um dos melhores países na formação de atletas, paramos no tempo e já há alguns anos “dependemos” apenas de um jogador, que tecnicamente é o melhor com passadas largas para os demais: Neymar.

 

Inclusive a Copa do Mundo de 2022 pode ser o último grande ato do atacante com a camisa da seleção brasileira. Neymar que ano que vem completa 30 anos, afirmou não saber se terá condições para estar em outro Mundial depois do torneio do ano que vem em entrevista à 'DAZN', e que há possibilidade de ele não ter cabeça para um novo ciclo de Copa.

Brasil não conquista o troféu da Copa do Mundo desde 2002
Foto: Agência Brasil

A grande verdade é que não somos mais o melhor futebol do mundo por conta de diversos fatores. A velocidade e a força que o exterior imprimiu ao futebol nos fez perder o que tínhamos de melhor: criatividade, drible e a improvisação. Inclusive executar uma “lambreta” na Europa é passível de cartão amarelo. Inacreditável. Sem contar os treinadores brasileiros que foram para o continente europeu fazer estágio e “aprender” com eles o chamado futebol solidário, com esquemas mirabolantes, tirando a alegria de jogar do brasileiro.

 

A intenção não é passar pano para o Neymar, que erra muito fora de campo e reflete dentro dele, muito menos para a seleção brasileira, comandada por uma instutuição cheia de escândalos e que só pensa em encher o bolso de dinheiro. Paramos no tempo, não evoluímos, enquanto europeus e até mesmo seleções com menos tradição, evoluíram.

 

Apresentar números são bons, mas estão longe de serem suficientes. O Brasil lidera com incríveis nove vitórias, um empate, 28 pontos somados as Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo. Praticamente classificada para a competição no Qatar em 2022. Não tem padrão de jogo, não tem brilho e não tem convencimento. Ao brasileiro que não tem esperança, eu entendo, não é falta de patriotismo, é ser realista. Participe através do @horahiper. Abraços, até a próxima.

Wanderson Andrade

Esporte

Jornalista desde 2018, Wanderson Andrade aborda os assuntos do esporte da região, Brasil e mundo com opinião. Graduado pela Universidade do Sul de Santa Catarina - UNISUL, acumula passagens por Unisul TV, Rádio Difusora de Laguna, Rádio Bandeirantes de Tubarão, Rádio Cidade (atuando como repórter na cobertura do Tubarão Futsal, Clube Atlético Tubarão e Hercílio Luz. Atualmente faz parte do Grupo Hiper de Comunicação na apresentação do Jornal Hora Hiper, da Rádio Hiper, responsável também pelas informações do esporte.

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