
Todo início de ano traz a mesma sensação: agendas cheias, metas renovadas e a expectativa de que, desta vez, as coisas vão fluir melhor. O problema é que muitas empresas entram em janeiro repetindo exatamente o mesmo modelo de gestão do ano anterior. E, nesse cenário, 2026 não começa em janeiro. Ele começa — ou deveria começar — no planejamento feito antes.
O ambiente empresarial ficou mais complexo, mais caro e menos tolerante ao improviso. Custos sobem, margens apertam e decisões mal calculadas cobram seu preço rapidamente. Quem inicia o ano apenas reagindo ao que aparece passa os meses seguintes apagando incêndios, enquanto concorrentes mais organizados avançam com previsibilidade e controle.
Esse desafio se intensifica com a reforma tributária, que já inicia sua implementação gradual em 2026 e começa, desde agora, a impactar o dia a dia do empresário. Mesmo que a transição seja longa, as decisões tomadas neste momento — estrutura societária, regime tributário, formação de preços e organização financeira — já precisam considerar o novo cenário. Ignorar esse movimento é correr o risco de fazer escolhas hoje que se tornarão custosas amanhã.
Planejar 2026 não é apenas definir metas de faturamento. É revisar processos, entender a real rentabilidade do negócio, simular impactos tributários, organizar fluxo de caixa e alinhar estratégia com a nova realidade econômica. Empresas que tratam o planejamento como prioridade ganham clareza para decidir; as que deixam para depois acabam sendo surpreendidas.
No fim das contas, o mercado não penaliza quem erra tentando crescer, mas pune quem insiste em operar sem direção. Em um ano que já começa com mudanças estruturais, planejamento deixou de ser diferencial. Passou a ser condição básica para continuar competitivo.

Mauricio Dobiez
Formado em Ciências Contábeis, pós-graduado em Gerência Contábil. Sócio da HOLD Contabilidade, com unidades em Tubarão e Laguna e sócio da Terceirizou - terceirização empresarial, RPV Rent Locação veicular, World Telemedicina, Reevisa Energia Solar e Visto Minas, além de investidor anjo. Foi professor universitário na FUCAP - Faculdade Capivari por 8 anos, encerrando esse ciclo em 2021. Diretor em uma Associação de Proteção Veicular na serra catarinense e outra no oeste do estado. Ex-presidente do Hercílio Luz Futebol Clube Foi diretor de Assuntos Políticos e diretor administrativo da AJET - Associação de Jovens Empreendedores de Tubarão e Diretor de Negócios do CEJESC - Conselho Estadual do Jovem Empreendedor de Santa Catarina. Atual presidente do PSDB Tubarão, Presidente do Lions Club Tubarão e Diretor na Fabsul - Federação de Autorregulamentação, Socorro Mútuo e Benefícios dos Estados do Sul e colunista. Os temas que serão abordados quinzenalmente serão de voltados ao empreendedorismo e gestão de negócios.