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SEGURANÇA
09/04/2026 20h22

Operação investiga esquema de fraudes e superfaturamento em cirurgias do SC Saúde

Ação da Polícia Civil cumpre mandados em quatro estados e apura prejuízo milionário ao plano de saúde dos servidores de Santa Catarina

Foto: Polícia Civil/Divulgação

A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou nesta quinta-feira (9) uma operação para apurar um esquema de fraudes e superfaturamento em procedimentos cirúrgicos custeados pelo plano de saúde dos servidores públicos estaduais, o SC Saúde.



Ao todo, foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina e nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Tocantins.



De acordo com a investigação, médicos, empresários e advogados que não faziam parte do quadro do plano de saúde utilizavam negativas administrativas para, em seguida, recorrer à Justiça e viabilizar a realização dos procedimentos. Nesse processo, eram apresentados orçamentos de órteses, próteses e materiais especiais com valores considerados acima do mercado.



Em um dos casos apurados, uma cirurgia inicialmente orçada em cerca de R$ 29 mil foi executada com custo superior a R$ 600 mil.



A apuração indica ainda que, em análise de 33 procedimentos, o prejuízo estimado aos cofres públicos chega a aproximadamente R$ 6 milhões.



Segundo a polícia, os levantamentos começaram a partir de uma auditoria interna no SC Saúde, que identificou irregularidades em cirurgias de coluna por via endoscópica. A investigação aponta que, em alguns casos, havia indicação de fornecedores ligados entre si, embora com diferentes nomes jurídicos, o que poderia simular concorrência e encobrir o aumento dos valores cobrados.


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Os mandados foram cumpridos principalmente em Florianópolis, além de ações em Palhoça e Joinville. Também houve diligências em Belo Horizonte e Uberlândia (MG), Campos dos Goytacazes (RJ) e no estado do Tocantins.



A Justiça autorizou a apreensão de bens, incluindo veículos, motos aquáticas e embarcação, além do bloqueio de valores que podem chegar a R$ 10 milhões. Também foi determinada a proibição de contratação com o poder público de empresas investigadas.



A operação segue em andamento para análise do material apreendido e aprofundamento das investigações.



 



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Fonte: Redação
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