Eliminação de Estados Unidos, México e Canadá nas oitavas de final amplia jejum que já dura quase três décadas
Divulgação: Rádio Globo/CBN
A eliminação de Estados Unidos, México e Canadá nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 colocou fim à participação dos três países-sede no torneio e ampliou um tabu que já dura 28 anos. A última seleção anfitriã a conquistar o título mundial segue sendo a França, campeã em 1998 diante de sua torcida.
Naquele Mundial, os franceses venceram o Brasil por 3 a 0 na decisão, disputada no Stade de France. Zinédine Zidane marcou duas vezes, e Emmanuel Petit fechou o placar. Foi o primeiro título da história da seleção francesa e o sexto caso de uma equipe levantando a taça como anfitriã.
Ao longo da história, apenas seis seleções conquistaram a Copa do Mundo jogando em casa: Uruguai, em 1930; Itália, em 1934; Inglaterra, em 1966; Alemanha Ocidental, em 1974; Argentina, em 1978; e França, em 1998. Apesar de o apoio da torcida representar uma vantagem, transformar esse fator em título sempre foi uma missão rara.
Depois da conquista francesa, os anfitriões até tiveram campanhas importantes, mas ficaram pelo caminho. Em 2002, a Coreia do Sul surpreendeu ao alcançar o quarto lugar, enquanto o Japão caiu nas oitavas. A Alemanha terminou em terceiro em 2006, a África do Sul foi eliminada ainda na fase de grupos em 2010, o Brasil ficou em quarto em 2014, a Rússia chegou às quartas em 2018 e o Catar perdeu os três jogos que disputou em 2022.
Na edição de 2026, os três anfitriões conseguiram avançar ao mata-mata, mas nenhum chegou às quartas de final. Os Estados Unidos foram eliminados pela Bélgica, o México caiu diante da Inglaterra e o Canadá acabou superado pelo Marrocos, encerrando a participação conjunta dos organizadores nas oitavas.

Os resultados reforçam como o fator casa perdeu força nas Copas do Mundo. Se em outras décadas atuar diante da própria torcida colocava os anfitriões entre os principais candidatos ao título, o futebol moderno tornou a competição mais equilibrada. A pressão, o alto nível técnico das seleções e a globalização do esporte ajudam a explicar por que a França de 1998 segue como a última anfitriã campeã do Mundial.
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