Vítima relatou ciclo de violência por quatro meses e conseguiu fugir após suspeito ingerir medicação para dormir
Foto: PCRS
Uma mulher, de 39 anos, foi mantida em cárcere privado e obrigada a fazer mais de 10 tatuagens com o nome do companheiro em Itapema, município de Santa Catarina. O dentista, de 40 anos, foi preso na terça-feira (14).
O casal morava em Itapema, mas a vítima conseguiu fugir para o Rio Grande do Sul, onde registrou boletim de ocorrência contra o agressor.
A investigação teve início a partir do registro da ocorrência no último dia 3 de abril, em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Na ocasião, a mulher relatou ter sido submetida, durante quatro meses, a um ciclo contínuo de violência física, psicológica e moral, além de ser impedida de sair de casa e de manter contato com familiares.
De acordo com o depoimento da vítima, ela não tinha acesso a celular ou internet e era alvo de agressões e ameaças de morte. Segundo a polícia, ela fugiu do local após o homem ingerir medicação para dormir.
A vítima estava com diversos machucados e teria sido obrigada a fazer 10 tatuagens com o nome do agressor em diferentes partes do corpo, inclusive no pescoço, conforme informações da delegada Marcela Smolenaars.
O suspeito possui antecedentes policiais em Santa Catarina envolvendo condutas semelhantes contra duas outras mulheres. Há registros de ameaça, lesão corporal e cárcere privado, com relatos de um padrão reiterado de violência, controle, isolamento social e agressões físicas.
Além da prisão, também foram realizadas buscas no endereço do investigado e no consultório odontológico dele. A polícia apreendeu duas armas de fogo, dispositivos eletrônicos e outros elementos considerados relevantes para a investigação.
O suspeito ficou em silêncio durante o interrogatório.
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