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SEGURANÇA
17/06/2026 10h20
Por: Redação

MPSC denuncia 14 suspeitos de integrar organização neonazista que atuava em SC

Operação que teve desdobramentos em Cocal do Sul resultou na denúncia de investigados por organização criminosa, racismo e apologia ao nazismo

Foto: MPSC/Divulgação

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou 14 pessoas suspeitas de integrar uma organização neonazista investigada por produzir e disseminar conteúdos de ódio em ambientes virtuais. O grupo atuava em Santa Catarina, São Paulo e Paraná e, segundo as investigações, contava com a participação de dois policiais e um advogado.



A denúncia foi apresentada pela 39ª Promotoria de Justiça de Florianópolis e é resultado da Operação Nuremberg, deflagrada em outubro do ano passado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). A informação foi divulgada nesta terça-feira (16).



Conforme o MPSC, os 14 investigados foram denunciados por integrar organização criminosa. Oito deles também responderão por crimes relacionados a racismo e apologia ao nazismo. O Poder Judiciário ainda irá analisar a denúncia para decidir se a aceita. Caso isso ocorra, os denunciados passarão à condição de réus.



De acordo com as investigações, a organização possuía estrutura hierárquica definida, regras internas e funções específicas para seus integrantes. Entre os principais membros estariam o líder do grupo, identificado pelos investigadores como o “Führer brasileiro”, uma escrivã da Polícia Civil de São Paulo, um policial militar paulista e um advogado.



As apurações apontam que o grupo utilizava perfis falsos e fóruns na internet para divulgar conteúdos de intolerância racial, política, religiosa e sexual, além de ideologias neonazistas. Também foram identificadas evidências de participação de integrantes em atos de violência física.



Segundo o Ministério Público, a organização mantinha fichas de ingresso, produzia camisetas exclusivas para os membros e cobrava mensalidades obrigatórias. Os recursos arrecadados seriam utilizados para custear despesas internas, adquirir materiais de propaganda e manter as atividades do grupo.



As investigações também indicam que os integrantes promoviam encontros presenciais regulares para discutir estratégias de recrutamento, disseminação da ideologia neonazista e planejamento de ações coordenadas. Entre elas, estariam deslocamentos em grupo para identificação, perseguição e confronto com pessoas consideradas adversárias ideológicas.



Ainda conforme a denúncia, o grupo teria elaborado dossiês sobre possíveis alvos e orientado seus integrantes a adotar medidas de segurança digital para dificultar a identificação das atividades pelas autoridades.


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Durante a Operação Nuremberg, realizada em 31 de outubro, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão em cidades de Santa Catarina, São Paulo, Paraná e Sergipe. Em Santa Catarina, as ações ocorreram em Cocal do Sul e Jaraguá do Sul. Nas buscas, foram apreendidos materiais de apologia ao nazismo, além de armas brancas, facas e socos ingleses.



 



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Fonte: Redação
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