Homem vive em Balneário Camboriú e foi localizado no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro
Foto: Polícia Civil
Um morador de Balneário Camboriú foi preso pela Polícia Federal nesta sexta-feira (14), no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. O homem se preparava para embarcar em um voo com destino a Navegantes quando foi cumprido o mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça gaúcha.
O investigado seria proprietário de uma das instituições financeiras envolvidas na movimentação e ocultação dos valores do esquema. Segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, uma conta vinculada ao CPF dele recebeu R$ 77 milhões pouco depois das transferências relacionadas ao golpe.
A investigação começou após uma mulher de 70 anos, moradora de Gravataí, denunciar um prejuízo superior a R$ 37 milhões. Os recursos eram provenientes de uma herança e de investimentos pessoais. Durante aproximadamente seis meses, ela teria sido convencida a transferir valores para uma falsa plataforma com promessas de alta rentabilidade.
O esquema seguia o modelo conhecido como “abate de porcos”, no qual os criminosos conquistam gradualmente a confiança das vítimas. Grupos de mensagens simulavam comunidades de investidores, com falsos especialistas, análises de mercado e resultados positivos. Quando a vítima tentava sacar o dinheiro, precisava fazer novos pagamentos apresentados como taxas ou impostos.
Conforme a polícia, a organização utilizava empresas, contas de terceiros e intermediadores financeiros para dificultar o rastreamento dos recursos. Parte do dinheiro era convertida em criptoativos. Ao menos 140 possíveis vítimas foram identificadas, enquanto as pessoas e empresas analisadas movimentaram mais de R$ 30 bilhões em operações consideradas atípicas. A corporação ressalta que esse total não representa o prejuízo das vítimas nem significa que todo o valor tenha origem criminosa.
A Operação Criptoabate foi deflagrada na quinta-feira (13), com dez mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e em São Paulo. Três investigados foram presos e sete permanecem foragidos. O grupo é investigado por estelionato mediante fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
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