Investigação aponta que conteúdos eram comercializados para clientes na Europa; suspeita foi identificada por tatuagem nas pernas
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Uma mulher foi presa nesta quinta-feira (28), na região central de São Paulo, suspeita de torturar e matar animais para produzir vídeos e fotos vendidos pela internet.
Segundo a Polícia Civil, a investigação apontou que os conteúdos eram comercializados em plataformas virtuais utilizadas por clientes na Europa. Entre as imagens encontradas pelas autoridades, há registros de coelhos sendo pisoteados, pintinhos mortos e outras cenas de violência contra animais.
A suspeita foi identificada como Daiana Schuinsekel de Almeida. Ela foi reconhecida pelos investigadores por conta de uma tatuagem nas pernas.
A prisão foi realizada pela Delegacia de Crimes contra os Animais, ligada ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), após denúncias encaminhadas pelo Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal.
Durante o cumprimento do mandado, os policiais apreenderam objetos que teriam sido utilizados nos crimes, incluindo calçados usados nas gravações. Nenhum animal foi encontrado no imóvel no momento da operação.
De acordo com a polícia, a mulher deverá responder pelos crimes de maus-tratos, zoosadismo e comercialização de vídeos de violência.
O caso também reacendeu o alerta sobre a atuação de grupos envolvidos na venda clandestina de conteúdos de violência extrema contra animais na internet, incluindo plataformas da deep web e dark web.
Segundo o Fórum Animal, outro caso semelhante já havia sido investigado em 2025, em Belém, no Pará, quando uma mulher foi presa suspeita de produzir e vender materiais do mesmo tipo.
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