Crimes ocorreram entre 2013 e 2025 e envolveram violência sexual, psicológica, ameaças e agressões físicas; réu permanece preso
Foto: Ilustrativa/ Envato
O Ministério Público de Santa Catarina obteve a condenação de um homem por crimes cometidos contra a própria filha em uma comarca do Sul do estado. Os fatos ocorreram ao longo de mais de dez anos, entre 2013 e 2025, e envolveram violência sexual, psicológica, ameaças e agressões físicas.
Segundo o processo, a vítima passou a morar com o pai aos 14 anos, após desentendimentos familiares. A partir disso, o réu se aproveitou da situação de fragilidade emocional da adolescente para exercer controle sobre ela, mantendo atos de natureza sexual por meio de pressão psicológica, intimidações e restrição da liberdade de decisão.
A investigação também apontou um histórico contínuo de violência psicológica, com episódios de humilhação, isolamento social, manipulação emocional e controle dos deslocamentos da vítima. Conforme relatado nos autos, as agressões provocaram sérios prejuízos à saúde mental da jovem, incluindo crises de ansiedade, medo constante e distúrbios do sono.
Além dos crimes ocorridos ao longo dos anos, em 2025 foram registrados novos episódios de agressão física e ameaças de morte. Mensagens de áudio anexadas ao processo indicam que o homem fez ameaças diretas contra a vítima, intensificando o quadro de violência.
Com base nas provas reunidas pelo Ministério Público, a Justiça condenou o réu a 12 anos, quatro meses e 15 dias de prisão em regime fechado, além de cinco meses e 29 dias em regime semiaberto. Também foi determinada a indenização de R$ 50 mil à vítima por danos morais. O acusado permanece preso preventivamente e a decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso.
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