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SEGURANÇA
26/05/2026 15h46
Por: Redação

Esquema que usava professora para abastecer presídio com drogas é descoberto em Tubarão

Operação Prova Final prendeu sete pessoas nesta terça-feira e revelou como facção criminosa pagava a profissional para entrar com celulares e entorpecentes na unidade

Foto: Sejuri/ Divulgação

A Polícia Civil de Tubarão desestruturou um esquema criminoso planejado para colocar drogas e telefones celulares dentro do Presídio Regional da cidade. Denominada Operação Prova Final, a ação foi deflagrada pela Divisão de Investigação Criminal, a DIC, na manhã desta terça-feira (26).



Os policiais cumpriram várias ordens judiciais de busca e apreensão, além de mandados de prisão preventiva e temporária, resultando na prisão de sete pessoas envolvidas no esquema.



As investigações começaram no final do ano passado, quando os agentes da DIC prenderam uma professora em flagrante dentro da própria unidade prisional. Na época, ficou constatado que a profissional, que prestava serviços educacionais aos detentos, aproveitava o acesso facilitado para entregar drogas, celulares e carregadores a um dos internos.



A partir dessa primeira prisão, os investigadores conseguiram mapear a rede de colaboradores, que incluía familiares de detentos e líderes de uma facção criminosa que atua em Santa Catarina comandando crimes graves na região Sul.


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O trabalho da Polícia Civil revelou detalhadamente como funcionava o fluxo financeiro do grupo. Ficou comprovado que a professora recebia pagamentos em dinheiro que coincidiam com o calendário de visitas do presídio.



Esses valores serviam para corromper a profissional, garantindo que ela continuasse transportando os materiais proibidos para dentro das celas, o que permitia aos presos manter contato com criminosos que estão nas ruas.



Com a operação desta terça-feira, a polícia entra na fase final de coleta de provas. O inquérito será finalizado e enviado ao Poder Judiciário nos próximos dias.



Todos os envolvidos no esquema, incluindo os detentos que coordenavam os pedidos e as pessoas que faziam os pagamentos externos, vão responder judicialmente pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, corrupção ativa e passiva, além de organização criminosa.



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Fonte: Redação
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