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SEGURANÇA
19/01/2026 20h19

'Desinfetante na veia'; Polícia prende técnicos de enfermagem suspeitos de matar pacientes

Em um dos casos, segundo a investigação, o técnico chegou a aplicar mais de dez doses de desinfetante após não conseguir causar a morte na primeira tentativa

Foto: Divulgação/PCDF

As investigações sobre o caso envolvendo três técnicos de enfermagem como suspeitos de assassinato apontam que os crimes foram cometidos contra pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular do Distrito Federal, pessoas que estavam em estado grave de saúde e sem qualquer possibilidade de defesa.



De acordo com a Coordenação de Homicídios e Proteção à Pessoa (CHPP), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), um dos suspeitos teria aplicado substâncias diretamente na veia das vítimas, em doses elevadas, provocando paradas cardíacas praticamente imediatas. Em um dos casos, segundo a investigação, o técnico chegou a aplicar mais de dez doses de desinfetante após não conseguir causar a morte na primeira tentativa.



As apurações indicam que o suspeito teria se passado por médico, acessado o sistema hospitalar que estava aberto e realizado prescrições indevidas. Em seguida, ele buscava os medicamentos na farmácia, preparava as substâncias e as escondia no jaleco antes de aplicá-las nos pacientes.



Ainda conforme a polícia, duas técnicas de enfermagem acompanhavam a ação criminosa. Embora não tenham aplicado diretamente as substâncias, elas teriam presenciado os atos e aguardado a reação das vítimas, sem comunicar o hospital ou as autoridades. Por esse motivo, ambas foram presas e podem responder por homicídio, por omissão.


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A dinâmica dos crimes também levantou a suspeita de tentativa de dissimulação. Após as paradas cardíacas, o técnico realizava manobras de reanimação, simulando esforços para salvar os pacientes diante da equipe médica. Imagens das câmeras de segurança mostram que, enquanto o suspeito atuava, as duas profissionais permaneciam próximas à porta dos leitos, observando para impedir a entrada de terceiros.



Entre as vítimas estão uma mulher de 75 anos, professora aposentada e moradora de Taguatinga, um homem de 63 anos, servidor da Caesb, e um homem de 33 anos, servidor dos Correios. As mortes ocorreram entre os meses de novembro e dezembro.



A investigação só avançou após a análise das imagens das câmeras instaladas nos leitos da UTI, já que inicialmente os óbitos não levantaram suspeitas entre os familiares. O hospital acionou a polícia após identificar inconsistências durante a avaliação interna dos casos.



A Polícia Civil não descarta a possibilidade de que outras mortes com características semelhantes tenham ocorrido, tanto na mesma unidade hospitalar quanto em outras instituições onde o principal suspeito possa ter atuado. Um levantamento está sendo realizado para apurar eventuais novos casos.



Confrontado com as imagens, o técnico de enfermagem confessou os crimes. As investigações seguem em andamento para esclarecer a motivação e verificar se há outras vítimas.



 



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Fonte: Redação
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