PRF registrou 40 atropelamentos e 12 mortes no trecho sul catarinense em menos de um ano e meio; maioria das vítimas eram moradores de rua
Foto: Divulgação PMT
Doze mortes e 40 atropelamentos em menos de um ano e meio. Esse é o retrato da BR-101 no trecho sul catarinense quando o assunto são pessoas em situação de rua que transitam pela rodovia.
Para tentar mudar essa realidade, uma parceria entre a CCR ViaCosteira, a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Municipal e a Secretaria de Assistência Social de Tubarão resultou na entrega de coletes de alta visibilidade para a equipe do Setor POP.
A iniciativa reconhece um limite que a assistência social enfrenta no dia a dia. Como explica a coordenadora Daiane Barbosa, nem sempre é possível tirar essas pessoas das ruas.
"Abordamos muitos que circulam nos viadutos e que não aceitam acolhimento, não conseguem ficar em albergue ou casa de passagem, o que nos impede de agir enquanto assistência social", ressalta.
Diante dessa realidade, garantir que essas pessoas sejam vistas pelos motoristas se torna essencial. O inspetor Gustavo Marangoni, chefe da 2ª Delegacia da PRF de Santa Catarina, explica o risco que o inverno traz.
"Os coletes refletivos vão ajudar muito a evitar atropelamentos de pessoas que circulam na rodovia, principalmente no inverno, quando usam roupas escuras, o que dificulta a visibilidade do motorista em identificar apenas com a luz do farol do carro. Essa ação de distribuição dos coletes é de suma importância e ajudará na visualização tanto de dia quanto à noite", afirma.
A secretária de Assistência Social, Heloísa Cabral, reforça que a ação só é possível com o trabalho em conjunto.
"A nossa prioridade é preservar a vida dessas pessoas que circulam na rodovia, e o trabalho alinhado com as polícias Rodoviária Federal, Militar e Municipal é fundamental para que tenhamos êxito em nossas ações", diz.
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