Mulher de 19 anos que gravou a ação também foi ouvida e afirmou que desconhecia o caráter criminoso da conduta
Foto: Instituto Marakinho/Divulgação
O homem de 22 anos investigado por agredir um macaco-prego-preto no Parque Ecológico Municipal de Maracajá prestou depoimento à Polícia Civil nesta quinta-feira (13). Uma mulher de 19 anos, apontada como responsável pela gravação, também compareceu à delegacia.
As imagens mostram o homem atraindo o animal com uma folha e, em seguida, dando um tapa no macaco. Segundo o depoimento da jovem, o episódio aconteceu em 19 de julho, mas ganhou repercussão após o vídeo ser divulgado pelo Instituto Marakinho em agosto.
Durante o interrogatório, o homem permaneceu em silêncio. A mulher declarou que não sabia que a ação configurava crime e negou ser a pessoa que aparece rindo na gravação, afirmando que havia outros visitantes no local.
Apesar de o vídeo não mostrar o rosto dos envolvidos, denúncias anônimas permitiram que a Polícia Civil identificasse os dois. A apuração também contou com a atuação da Polícia Militar Ambiental.
O parque não conseguiu identificar qual animal foi atingido porque o local abriga mais de 200 macacos. Segundo a administração, os animais vivem livres na área e podem apresentar lesões decorrentes de disputas entre eles, o que dificulta o reconhecimento do indivíduo que aparece no vídeo.
Os investigados permanecem em liberdade enquanto aguardam a conclusão do termo circunstanciado. A Polícia Civil ainda avaliará se a mulher também responderá por maus-tratos. O crime contra animais silvestres prevê detenção de três meses a um ano, além de multa.
Receba as principais informações do portal em nosso grupo de leitores do WhatsApp. Entre aqui.