Criminosos integravam quadrilha especializada em arrombar comércios e casas em 2018; um dos alvos foi capturado em cidade gaúcha e o outro já estava no sistema prisional
Foto: PCSC/ Divulgação
Uma operação integrada entre as Polícias Civis de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul resultou na localização e prisão de dois homens condenados a mais de 33 anos de prisão por uma série de crimes em Tubarão.
A dupla é acusada de cometer pelo menos 10 furtos qualificados na Cidade Azul no ano de 2018.
A captura foi possível após uma troca de informações estratégicas entre a Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Tubarão e a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Caxias do Sul (RS).
O esquema da quadrilha
Na época dos crimes, os dois homens faziam parte de uma organização criminosa especializada em invadir estabelecimentos comerciais, oficinas mecânicas e residências.
O grupo agia quase sempre durante a madrugada e utilizava métodos agressivos para entrar nos locais, como quebrar paredes, arrombar portas e destruir obstáculos para limpar os imóveis e levar objetos de valor.
Após o trabalho de investigação da Polícia Civil catarinense na época, os integrantes foram identificados e processados. O julgamento resultou na condenação definitiva de ambos, com penas somadas que ultrapassam as três décadas de reclusão.
Como os condenados fugiram de Santa Catarina, o monitoramento passou a contar com o apoio dos policiais gaúchos, que conseguiram rastrear o paradeiro da dupla recentemente. O primeiro alvo foi localizado e detido pelos agentes na cidade de Antônio Prado (RS).
O segundo alvo já havia sido capturado em solo gaúcho por outros crimes e cumpre pena na Penitenciária de Charqueadas (RS), onde agora também terá o mandado de prisão de Tubarão registrado em sua ficha.
As polícias civis dos dois estados destacaram que o sucesso das prisões reforça a importância da atuação conjunta e do compartilhamento de dados para garantir o cumprimento das ordens judiciais, impedindo que criminosos utilizem a fronteira entre os estados para tentar escapar da Justiça.
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