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SAÚDE
07/02/2026 15h06
Por: Redação

Santa Catarina já contabiliza mais de 5,7 mil focos do mosquito Aedes aegypti em 2026

Estado tem 185 municípios considerados infestados e mais de 2 mil casos prováveis de dengue

Foto: Divulgação

Santa Catarina segue em estado de atenção diante do avanço das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Dados recentes da Vigilância Epidemiológica reforçam a necessidade de prevenção contínua e da participação da população no combate ao vetor, especialmente neste período do ano, marcado por calor e chuvas mais frequentes.

Somente em 2026, já foram identificados 5.702 focos do mosquito em 218 municípios catarinenses. Do total de 295 cidades do estado, 185 são consideradas infestadas, o que acende um alerta para o risco de transmissão das arboviroses.

O segundo informe epidemiológico do ano, que reúne dados entre 4 de janeiro e 2 de fevereiro, aponta 5.476 notificações de dengue, das quais 2.097 são classificadas como casos prováveis. Três óbitos seguem sob investigação. As informações reforçam a necessidade de vigilância constante e ações preventivas em todo o território catarinense.


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Segundo o diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), João Augusto Fuck, o momento exige atenção redobrada. “Precisamos manter os cuidados, principalmente nesta época do ano, quando o aumento das chuvas e das temperaturas cria condições ideais para a reprodução do mosquito”, destaca.

O levantamento também chama atenção para o crescimento dos casos de chikungunya. Foram registradas 78 notificações, com 43 casos prováveis, um aumento de 290% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar do crescimento expressivo, não há registro de óbitos até o momento. A doença, também transmitida pelo Aedes aegypti, provoca febre alta, dores intensas nas articulações, cansaço extremo e pode causar complicações graves, especialmente em idosos e pessoas com comorbidades.

A Secretaria de Estado da Saúde, em conjunto com os municípios, segue mobilizada no enfrentamento ao mosquito e reforça que a participação da comunidade é fundamental para evitar surtos e epidemias.

Entre as principais orientações estão evitar o acúmulo de água parada em recipientes, manter terrenos e pátios limpos, tratar corretamente piscinas, higienizar com frequência recipientes de água de animais, usar areia nos pratinhos de plantas e manter lixeiras sempre fechadas. Medidas simples, feitas no dia a dia, continuam sendo a forma mais eficaz de eliminar os criadouros do mosquito e proteger a saúde coletiva.



 



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Fonte: Redação
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