Especialista explicou diferenças entre TDA e TDAH, abordou autismo e destacou a necessidade de acompanhamento multidisciplinar
Divulgação: Portal Hora Hiper
O médico neurologista Fernando Augusto Bruzzi participou, na manhã desta quarta-feira (25), do Jornal Hora Hiper, da Rádio Hiperativa FM 96,7, para falar sobre os transtornos de neurodesenvolvimento em crianças e adultos. Durante a entrevista, ele destacou as diferenças entre TDA e TDAH, principalmente na infância, e reforçou a importância do diagnóstico precoce para evitar prejuízos no desenvolvimento. Entre os principais sinais estão a hiperatividade, a dificuldade em seguir orientações de pais e professores e a sensação de que a criança “não obedece”, quando, na verdade, enfrenta limitações no processamento das informações devido à aceleração do cérebro.
O neurologista explicou que o diagnóstico deve ser realizado por um especialista e que o tratamento é baseado em acompanhamento com equipe multidisciplinar. Psicólogos, por exemplo, fazem parte do processo terapêutico, e nem sempre há necessidade do uso de medicação. Segundo ele, cada caso deve ser avaliado de forma individual, respeitando as particularidades e necessidades de cada paciente.
Fernando Bruzzi também abordou a presença desses transtornos em adultos, muitas vezes identificados de forma tardia. Em diversos casos, os sintomas já estavam presentes na infância, mas só se tornam mais evidentes com as exigências do mercado de trabalho e as responsabilidades da vida adulta, quando as dificuldades passam a impactar diretamente a rotina e o desempenho profissional.
OUTROS ASSUNTOS
Também foi tratado sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), que tem registrado aumento no número de diagnósticos nos últimos anos. O médico ressaltou que existem três níveis do transtorno, sendo os níveis 2 e 3 considerados mais graves, com quadros que podem envolver dificuldades significativas de fala ou até casos não verbais. Ele destacou a importância do acompanhamento com fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional, além de atenção especial aos sinais que muitas vezes passam despercebidos, sobretudo em mulheres. Por fim, reforçou que o tratamento adequado é fundamental para melhorar a qualidade de vida, respeitando o ritmo de cada criança, especialmente aquelas com sensibilidade a toques, barulhos e dificuldades de socialização.
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