MPSC apresentou 22 novas denúncias em um ano, com ex-prefeitos, empresários e agentes públicos investigados por corrupção em contratos milionários
Imagem gerada por IA
A Operação Mensageiro, considerada a maior ação de combate à corrupção já realizada em Santa Catarina, registrou novos avanços nos últimos 12 meses. Dados divulgados, nesta sexta-feira (15), pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) mostram que, entre abril de 2025 e abril de 2026, foram apresentadas 22 novas denúncias envolvendo 53 investigados, além de novas condenações que somam mais de 895 anos de prisão.
Entre os denunciados estão 14 ex-prefeitos, três ex-vice-prefeitos, 18 agentes públicos e empresários suspeitos de integrar esquemas ligados a fraudes em licitações, contratos públicos e pagamento de propina em municípios catarinenses.
Segundo o MPSC, mais de 500 crimes foram imputados nas novas ações penais ajuizadas no período, reforçando a dimensão da investigação que apura irregularidades em contratos de coleta de lixo, abastecimento de água e iluminação pública.
Além das novas denúncias, a Operação Mensageiro também avançou na fase de julgamento. Nos últimos 12 meses, foram registradas sete novas condenações, sendo cinco no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) e duas em primeira instância.
Outros dois acórdãos do TJSC confirmaram condenações em ações penais já existentes.
Entre os condenados estão:
As penas aplicadas ultrapassam 895 anos de prisão.
Outro ponto considerado importante pelo Ministério Público foi o trânsito em julgado das condenações de três réus, incluindo um ex-prefeito de Itapoá. Com isso, os casos não permitem mais recursos na Justiça.
Atualmente, a Operação Mensageiro possui 53 ações penais em tramitação.
De acordo com o MPSC:
O Ministério Público afirma que novas decisões judiciais devem ocorrer nos próximos meses, diante do estágio avançado das investigações e processos.
Em nota, o Ministério Público destacou que a operação segue ativa com foco na responsabilização criminal dos envolvidos, na desarticulação de organizações criminosas e na recuperação de bens e valores desviados dos cofres públicos.
As investigações são conduzidas pela Subprocuradoria-Geral para Assuntos Jurídicos, com apoio dos promotores das comarcas envolvidas e da força-tarefa da Operação Mensageiro.
Deflagrada em dezembro de 2022, a Operação Mensageiro surgiu a partir de desdobramentos da Operação Et Pater Filium, iniciada em 2021 no Planalto Norte catarinense.
As investigações apontam a existência de uma organização criminosa formada por empresários e agentes públicos que atuavam em contratos milionários de serviços públicos em diversas cidades catarinenses e também em outros estados.
Em agosto de 2025, a operação chegou à sexta fase, com prisões preventivas de empresários e cumprimento de mandados de busca e apreensão contra servidores, ex-servidores e agentes políticos.
Segundo o MPSC, um dos prefeitos investigados firmou acordo de colaboração premiada, confessou participação nos crimes e apresentou provas sobre o pagamento de propina envolvendo o grupo empresarial investigado.
Receba as principais informações do portal em nosso grupo de leitores do WhatsApp. Entre aqui.