Em entrevista à Hiperativa FM, Monique Michels falou sobre amostragem, margem de erro, pesquisas qualitativas e quantitativas e explicou como os dados ajudam na tomada de decisões
Divulgação: Portal Hora Hiper
Antes de um pesquisador sair às ruas para perguntar em quem o eleitor pretende votar, existe um trabalho de planejamento que pode ser tão importante quanto a própria coleta das respostas. Foi o que explicou Monique Michels durante entrevista ao Jornal Hora Hiper, da Hiperativa FM 96,7, de Braço do Norte, nesta terça-feira, 18. Segundo ela, uma pesquisa precisa definir previamente quem será ouvido e em qual proporção, levando em conta características como idade, gênero, região onde a pessoa mora e se está em uma área urbana ou rural. A ideia é fazer com que o grupo entrevistado represente, da melhor maneira possível, o perfil da população que está sendo analisada.
Monique também explicou que uma pesquisa eleitoral é uma espécie de fotografia de determinado momento. Como a opinião dos eleitores pode mudar conforme surgem novos fatos, notícias e candidatos, a coleta precisa ser feita em um período curto. Em uma pesquisa com mil pessoas, por exemplo, as entrevistas podem ser concentradas em três ou quatro dias. Depois, as respostas são reunidas e comparadas para identificar diferenças entre grupos, como jovens e idosos, homens e mulheres ou moradores de diferentes regiões. É também nesse processo que aparece a chamada margem de erro, que indica uma pequena variação possível em relação ao resultado apresentado.
Além das eleições, a especialista destacou que pesquisas também são utilizadas por prefeituras e empresas para entender o que a população ou os clientes pensam. Os levantamentos podem ajudar a identificar problemas, avaliar serviços, conhecer demandas e orientar decisões antes de um investimento.
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