Valores foram informados à Receita Federal e encaminhados à CPI do Crime Organizado no Congresso
Foto: Reprodução/Redes Sociais
O Banco Master declarou à Receita Federal pagamentos que somam mais de R$ 80 milhões ao escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os valores foram informados nos anos de 2024 e 2025 em razão dos impostos retidos na fonte, ou seja, recolhidos automaticamente após a emissão de notas fiscais pelos serviços prestados. Os registros foram posteriormente encaminhados à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, após a identificação de que essas informações não haviam sido incluídas na primeira remessa de dados enviada ao Fisco.
Procurado, o escritório Barci de Moraes afirmou que não confirma as informações divulgadas e destacou que dados fiscais são protegidos por sigilo.
Segundo os documentos, os pagamentos tiveram início em fevereiro de 2024 e seguiram até novembro de 2025, totalizando 22 meses. O valor mensal girava em torno de R$ 3,6 milhões, o que resultou em um montante declarado de R$ 80.223.653,84. Sobre esse total, o banco informou ter recolhido cerca de R$ 4,9 milhões em impostos.
O contrato previa a prestação de serviços de consultoria jurídica ao banco. Em nota divulgada anteriormente, o escritório informou que atuou com uma equipe de 15 advogados e realizou 79 reuniões na sede da instituição financeira durante o período. Também foram contratados outros três escritórios especializados para auxiliar nos trabalhos, sob coordenação da banca principal.
No Congresso, o relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), informou que o colegiado não terá o prazo prorrogado. A decisão foi tomada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Instalada em novembro, a comissão encerra os trabalhos na próxima terça-feira (14). O relatório final deve ser apresentado com base nas informações já reunidas ao longo das investigações.
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