Maior ídolo da modalidade no país e recordista mundial de pontos, ex-jogador faleceu nesta sexta-feira aos 68 anos; ele enfrentava um câncer no cérebro há 15 anos
Foto: ANTONIO SCORZA/ AFP/ Divulgação
O Brasil perdeu nesta sexta feira (17) um de seus maiores heróis esportivos. Oscar Schmidt, conhecido mundialmente como o "Mão Santa", faleceu aos 68 anos de idade, depois de sofrer um mal-estar e ser levado às pressas a um hospital de São Paulo. A notícia foi confirmada pela assessoria do ex-atleta, que desde 2011 travava uma batalha pública e corajosa contra um tumor no cérebro.
Oscar foi jogador de basquete e um fenômeno que colocou o nome do país no topo do esporte. Ele detém marcas impressionantes, como a de maior pontuador da história do basquete, somando quase 50 mil pontos ao longo da carreira. Nas Olimpíadas, disputou cinco edições e ainda segura o recorde de maior cestinha da competição.
Um dos momentos que mais definem a carreira de Mão Santa foi a sua escolha de nunca jogar na NBA, a liga americana. Naquela época, quem jogava lá não podia defender a seleção de seu país. Oscar abriu mão dos salários milionários dos Estados Unidos para continuar vestindo a camisa amarela do Brasil.
Foi com essa dedicação que ele liderou a histórica conquista do Pan-Americano de 1987. Naquela final em Indianápolis, o Brasil derrubou os poderosos Estados Unidos dentro da casa deles, com Oscar anotando incríveis 46 pontos, uma façanha que até hoje é lembrada como um dos maiores feitos do esporte nacional.
Nos últimos anos, Oscar transformou a luta contra a doença em motivação, rodando o país com palestras sobre superação e resiliência.
Com sua morte, o esporte brasileiro se despede de um exemplo de patriotismo e garra que dificilmente será igualado.
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