Dr. João Eugênio Heidemann e Silva explica como sentimentos, identificação com grupos e estratégias de campanha podem influenciar a escolha dos eleitores
Divulgação: Portal Hora Hiper
Em ano de eleição, entender o que influencia a decisão dos eleitores se torna ainda mais importante. Em entrevista ao Jornal Hora Hiper, da Rádio Hiperativa FM 96,7, o médico psiquiatra Dr. João Eugênio Heidemann e Silva falou sobre o chamado voto emocional e explicou como sentimentos, identificação com grupos e estratégias de campanha podem interferir diretamente na escolha dos candidatos.
Segundo Dr. João, muita gente acredita que vota apenas analisando propostas, currículos e planos de governo, mas a decisão também passa pelas emoções. Na prática, o eleitor pode se identificar com a fala, a imagem, o jeito ou as promessas de um candidato antes mesmo de fazer uma análise mais racional. Esse processo ajuda a explicar por que algumas pessoas defendem políticos com tanta intensidade, mesmo sem conhecê-los pessoalmente.
Durante a entrevista, o psiquiatra explicou que uma parte dos votos já costuma estar definida antes mesmo do início da campanha. Isso ocorre porque muitos eleitores se identificam com determinados grupos políticos e buscam candidatos que confirmem aquilo em que já acreditam. Nas campanhas, esse comportamento é explorado por meio de discursos, vídeos e conteúdos nas redes sociais que despertam medo, esperança, indignação ou sensação de pertencimento.
Dr. João também explicou que o cérebro reage rapidamente a estímulos emocionais. Antes mesmo de uma reflexão mais cuidadosa, o eleitor pode sentir simpatia, rejeição, confiança ou medo em relação a um candidato. Por isso, promessas de mudança, frases de impacto e discursos que reforçam a ideia de “nós contra eles” costumam ter tanta força durante o período eleitoral.
Outro ponto abordado foi o chamado voto útil, quando o eleitor escolhe um candidato não necessariamente por ser sua primeira opção, mas por acreditar que ele tem mais chances de vencer ou por querer evitar a vitória de outro nome. Apesar disso, Dr. João reforça que emoção não é algo negativo na política. O problema, segundo ele, é votar apenas pela emoção, sem comparar propostas, histórico e preparo. Para o médico, buscar informações de qualidade, sair das bolhas das redes sociais e analisar as escolhas com calma são atitudes fundamentais para um voto mais consciente.
Confira a entrevista:
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