Agronegócio regional lida com queda nos preços e aumento de insumos, mas feira deve movimentar economia e trazer novidades tecnológicas
Divulgação: Portal Hora Hiper
O setor da suinocultura enfrenta desafios significativos em Braço do Norte e região. O preço do suíno vivo caiu para cerca de R$ 6,45, abaixo dos R$ 8 praticados em várias semanas do ano passado, enquanto os custos de produção seguem elevados, influenciados pelo aumento de insumos como milho, soja, fertilizantes, medicamentos e diesel. Em entrevista ao Jornal Hora Hiper da Rádio Hiperativa FM 96,7, Adir Engel destaca que, apesar de a exportação se manter estável, o consumo interno determina os preços e não reagiu à demanda.
Entre os fatores que pressionam o setor, a concorrência com outras proteínas, especialmente a carne de frango, mais acessível, e o alto custo de produção são os principais. Engel ressalta que muitas vezes o produtor assume a maior parte dos prejuízos da cadeia, sendo afetado também por políticas públicas e importações que impactam a competitividade. Em contrapartida, a industrialização da produção suína tem contribuído para agregar valor e melhorar a rentabilidade ao longo da cadeia.
Em meio a este cenário, a 21ª edição da Feagro será realizada de 9 a 12 de julho no Parque de Exposições Huberto Oenning, trazendo inovação e oportunidades de negócios. A feira contará com mudanças no layout, melhorias na infraestrutura e atrações tecnológicas, incluindo o primeiro concurso estadual de cachaça de alambique e um robô humanoide interativo para o público. A expectativa é de alta procura por estandes e grande movimentação econômica.
A organização da Feagro também foca na experiência do público, com exigência de tabela de preços visível em todos os pontos de alimentação e melhorias estruturais no parque, como pavimentação e drenagem ampliada.
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