Camila Mendonça Marques foi recebida por familiares na saída da Penitenciária Feminina de Criciúma nesta sexta-feira
Foto: Arquivo Pessoal
A tubaronense Camila Mendonça Marques, de 38 anos, deixou a Penitenciária Feminina de Criciúma na tarde desta sexta-feira (8). Condenada a 17 anos de reclusão por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023 em Brasília, ela obteve o direito à prisão domiciliar humanitária após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A saída foi marcada pelo reencontro emocionado com sua mãe, irmãos e demais familiares que a aguardavam na porta da unidade prisional.
O julgamento que definiu a sentença de Camila ocorreu em março de 2024. Na época, o plenário do STF seguiu o voto do relator e aplicou a pena de 17 anos em regime fechado.
No entanto, a defesa vinha buscando a transição para o regime domiciliar com base no fato de Camila ser mãe de duas crianças, argumento que sustenta o pedido de caráter humanitário.
O histórico da tubaronense no processo inclui diferentes fases de detenção. Em 2023, logo no início das investigações, ela chegou a ser liberada dois meses após a primeira prisão, mas retornou ao cárcere sob a justificativa de ter descumprido medidas cautelares impostas pela Justiça.
Desde março de 2024, Camila permanecia detida e já havia enfrentado duas negativas anteriores em pedidos semelhantes, registrados em julho de 2025 e janeiro de 2026.
Com o deferimento atual, Camila poderá cumprir o restante da pena em sua residência em Tubarão.
A decisão leva em conta a necessidade de cuidado com os filhos menores, permitindo que a execução da sentença ocorra fora do ambiente penitenciário, mas mantendo as restrições judiciais pertinentes ao caso.
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