Evento em Tubarão reunirá especialistas e autoridades para discutir prevenção, planejamento e soluções estruturais
Divulgação: Portal Hora Hiper
O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão promove nesta terça-feira, 24, um seminário voltado à prevenção de enchentes na região. O encontro ocorrerá a partir das 8h30, no auditório da Amurel, em Tubarão, e terá participação de especialistas, autoridades locais e representantes de órgãos de defesa civil.
O vice-presidente do Comitê, Woimer José Back, destacou em entrevista ao jornal Hora Hiper, da rádio Hiperativa FM 96,7, que eventos recentes, como as cheias de 2022 e 2023, mostram a vulnerabilidade da bacia mesmo sem vítimas fatais. Segundo ele, a ocupação urbana desordenada e a falta de atenção aos históricos de enchentes aumentam os riscos. “A enchente de 1974 ainda é considerada a maior tragédia do Sul do estado, com cerca de 199 mortos. Precisamos de novos estudos para entender a realidade atual e as melhores alternativas de prevenção”, afirmou.
Entre as medidas defendidas pelo Comitê estão a redragem urgente do rio, a criação de canais extravasores, elevação das calhas na região central de Tubarão e construção de barragens nos afluentes. Projetos de parques lineares também são sugeridos, não apenas para lazer, mas como áreas de alargamento temporário das águas, reduzindo impactos sem comprometer a urbanização.
Woimer reforçou a importância da preservação dos pequenos afluentes e da mata ciliar para reduzir o transporte de resíduos sólidos e a poluição das lagoas. “Estamos distribuindo uma cartilha didática, com 10 mil unidades já impressas, que pretende alcançar mais 35 mil, para conscientizar a população sobre a preservação da mata ciliar”, explicou. Ele também alertou para a necessidade de melhorias no saneamento básico, já que em alguns municípios menos de 30% do esgoto é tratado, aumentando a poluição dos rios.
O seminário é gratuito e visa mobilizar a comunidade, autoridades e especialistas, reforçando que planejamento, conscientização e ações estratégicas são fundamentais para minimizar danos em futuras enchentes na bacia do rio Tubarão.
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