Índice caiu de 2,7% para 2,1%; estado também apresentou a maior formalização e a menor taxa de informalidade do Brasil
Divulgação
Santa Catarina registrou a menor taxa de desemprego do Brasil no segundo trimestre de 2026. O índice ficou em 2,1% entre abril e junho, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado representa uma redução de 0,6 ponto percentual em comparação com o primeiro trimestre, quando a desocupação estava em 2,7%. A média brasileira também recuou, passando de 6,1% para 5,4% no período. Depois de Santa Catarina aparecem Mato Grosso, com 2,2%, e Espírito Santo, com 2,3%. IBGE
O estado também apresentou a menor taxa de subutilização da força de trabalho do país, com 4,1%, diante da média nacional de 12,9%. O indicador considera, além dos desempregados, pessoas que trabalham menos horas do que gostariam e aquelas disponíveis para trabalhar, mas que não procuraram uma vaga.
Outro destaque catarinense foi a formalização. Entre os empregados do setor privado, 86,7% possuíam carteira assinada, o maior percentual do Brasil. A média nacional ficou em 74,4%, enquanto São Paulo apareceu em segundo lugar, com 82%.
Santa Catarina também teve a menor taxa de informalidade, com 25,4% da população ocupada. No país, 37,4% dos trabalhadores estavam em atividades informais. O índice considera empregados sem carteira assinada, trabalhadores por conta própria sem Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e outras ocupações sem registro formal.
Segundo o IBGE, diferenças relacionadas ao nível de industrialização, à atividade econômica e à escolaridade da população ajudam a explicar os resultados entre os estados. A pesquisa considera pessoas com 14 anos ou mais e classifica como desempregado apenas quem estava sem ocupação e procurou efetivamente uma vaga.
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